Sinais podem indicar a necessidade de uma consulta, e sintomas como dor no peito, palpitação e sopro merecem atenção.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Cansaço, falta de ar, palpitações, dor no peito ou sopro identificado durante uma consulta podem gerar dúvidas e preocupação em pais e responsáveis. Mas quando esses sinais realmente indicam uma doença do coração? E quando levar a criança ao cardiologista? O Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, esclarece as principais dúvidas.
O cardiologista pediátrico é o especialista responsável por avaliar o coração e sistema circulatório de crianças e adolescentes. O encaminhamento pode acontecer a partir de sintomas, alterações identificadas pelo pediatra ou diante de um histórico familiar que mereça atenção.
Segundo a cardiologista pediátrica Cristiane Nogueira Binotto, do Hospital Pequeno Príncipe, os sinais que podem indicar uma alteração cardiovascular variam de acordo com a idade e o tipo de cardiopatia. “Os sinais e sintomas gerais aos quais precisamos estar sempre atentos são cansaço, sudorese, interrupções das mamadas e baixo ganho de peso”, explica a especialista.
Quando levar a criança ao cardiologista?
Não é necessário levar toda criança ao cardiologista de forma preventiva. O mais importante é manter o acompanhamento pediátrico regular, observar mudanças no comportamento e na capacidade dela para realizar suas atividades e informar o médico sobre o histórico familiar.
Cansaço excessivo, falta de ar, pouco ganho de peso, desmaios, coloração arroxeada ou sintomas que aparecem durante o exercício físico merecem atenção e podem indicar a necessidade do acompanhamento com um cardiologista pediátrico. A atenção deve ser maior antes de atividades físicas extenuantes ou programas de exercícios de alta intensidade quando existe histórico familiar. Em caso de dúvidas, é importante conversar com o pediatra que acompanha a criança.
Crianças com histórico familiar precisam de avaliação?
O histórico familiar é uma informação importante para a saúde cardiovascular da criança. Casos de morte súbita, arritmias graves ou miocardiopatia hipertrófica na família, especialmente entre parentes de primeiro grau, como pai e mãe, merecem atenção.
Algumas síndromes genéticas também podem estar associadas a uma maior ocorrência de alterações cardíacas. Nesses casos, o pediatra pode indicar uma avaliação com o cardiologista pediátrico.
Quais sinais podem indicar uma doença cardíaca?
Fique atento a:
- cansaço excessivo, especialmente durante atividades ou mamadas;
- interrupções frequentes das mamadas por cansaço ou falta de ar;
- dificuldade para respirar;
- suor excessivo, principalmente durante as mamadas;
- pouco ganho de peso ou dificuldade para crescer;
- coloração arroxeada nos lábios, boca ou mucosas;
- desmaios;
- palpitações recorrentes; e
- redução importante da capacidade para realizar atividades físicas.
A presença desses sinais não significa, necessariamente, que a criança tenha uma doença no coração. Porém, quando são persistentes, recorrentes ou aparecem associados a outros sintomas, é importante buscar avaliação médica.
Dor no peito, palpitação e sopro: quando procurar um cardiologista?
Dor no peito e palpitação são sintomas que podem acontecer na infância e, na maioria das vezes, não têm origem cardiovascular. A dor pode estar relacionada a questões gastrointestinais, musculoesqueléticas ou emocionais, por exemplo.
De acordo com a cardiologista, menos de 1% dos casos de dor no peito em crianças têm origem cardíaca. “Quando nós temos que estar atentos à dor no peito em crianças? Quando ela é durante o exercício físico, principalmente durante a atividade, especialmente quando acompanhada de desmaio, falta de ar, palpitação ou histórico familiar de doença cardíaca”, alerta.
Já o sopro no coração é uma das situações mais comuns que levam o pediatra a encaminhar a criança para um cardiologista. Durante a infância, é comum a presença do chamado sopro inocente ou funcional, que não está relacionado a uma alteração estrutural do coração. Por isso, a avaliação deve considerar o exame físico e o conjunto de sinais apresentados pela criança.
Quando procurar atendimento de emergência?
No caso de:
- desmaio durante atividade física;
- dificuldade importante para respirar;
- coloração arroxeada nos lábios ou na face;
- dor intensa no peito, principalmente durante o esforço;
- palpitações acompanhadas de desmaio, falta de ar ou mal-estar intenso;
- perda de consciência;
- alteração súbita e importante do estado geral.














