Projeto de Lei prevê cassar CNH de condutor que tiver infração de trânsito divulgada na internet

FONTE: Autoesporte

Além de penalizar quem está conduzindo o veículo, proposta obriga mídias a retirarem o conteúdo e bloquear usuário
Foto: Autoesporte

Com certa frequência, viralizam nas redes sociais vídeos de motoristas cometendo as mais absurdas infrações de trânsito e saindo ilesos no final. Essa prática, no entanto, poderá trazer consequências ao condutor.

Um Projeto de Lei que está em pauta no Congresso quer cassar a CNH da pessoa envolvida na ação ou impedi-la de tirar a 1ª via do documento, caso o condutor não seja habilitado.

De autoria da deputada federal Christiane Yared (PL-PR), o PL 130/2020 defende uma penalidade ao motorista que divulgar “condutas infracionais de risco” nas redes sociais e outros meios digitais, eletrônicos ou impressos.

Pessoas que se filmarem cometendo a infração poderão ter a CNH cassada por até 2 anos — Foto: Getty Images

De acordo com o texto, o ato implicará na suspensão do direito de dirigir por 12 meses. E se houver reincidência em menos de dois anos, o infrator poderá ter a CNH cassada. Caso o pessoa autuada não possua habilitação, ela ficará proibida de tirar a 1ª via do documento por um período de 12 ou 24 meses.

Vale reiterar que o processo penal poderá ocorrer mesmo sem o flagrante por um agente de trânsito. O próprio conteúdo divulgado nas mídias sociais poderá servir como prova.

Mídias poderão ser autuadas

PL quer que motoristas que cometam delitos no trânsito possam ser autuados, mesmo sem a presença de agentes de trânsito — Foto: Divulgação

A penalidade poderá atingir até o canal por onde se propagou o conteúdo. Segundo a proposta, assim que as redes sociais ou outras mídias de comunicação forem notificadas, elas deverão retirar o vídeo ou áudio imediatamente, bem como bloquear o usuário. Eles também deverão “adotar as medidas cabíveis para impedir novas divulgações com a mesma conduta”.

No caso de descumprimento, a empresa poderá ser advertida, multada, suspensa e até proibida de exercer suas atividades.

A deputada justifica que tem sido considerável o aumento de vídeos compartilhados nas redes sociais de pessoas praticando “rachas” ou os chamados “pegas”. E enfatiza a preocupação com a ampla aceitação e visualização de conteúdos como estes.

“Estão literalmente ameaçando a segurança da circulação viária e pondo em risco a vida alheia, numa verdadeira prática de estímulo à violência e à prática de crimes, sem que isso sofra qualquer tipo de restrição ou de controle de conteúdo”, afirma a parlamentar no texto.

Deputada se opõe ao dinheiro que usuários ganham das empresas de comunicação por vídeos “virais” cometendo infrações de trânsito — Foto: Getty Images

O projeto, que visa alterar o Código Brasileiro de Trânsito e a Lei n º 9.503, já foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes. Atualmente, tramita no Plenário em regime de emergência.

Caso o parecer seja favorável, a proposta ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) para então seguir para o Senado. Se não for barrada em nenhuma casa legislativa, será encaminhada para sanção presidencial.

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