Nasa reconhece o fenômeno, mas Observatório Nacional, não
Por Gabriel Gama/Folha de S.Paulo
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A primeira superlua de 2026 ocorrerá neste sábado (3), conforme a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. Esse fenômeno acontece quando o satélite chega a um ponto mais próximo da Terra e, por isso, aparenta estar maior e mais brilhante.
Não é preciso nenhum equipamento para apreciar a Lua cheia, mas estar em locais sem poluição luminosa (luzes artificiais) ajuda. Um céu limpo também favorece a observação.
Segundo a Nasa, a Lua estará 362 mil km distante do nosso planeta.
O Observatório Nacional, vinculado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), não classifica o fenômeno deste sábado como superlua. “Nós consideramos super Lua cheia quando a distância é 360 mil km ou menor”, diz a astrônoma Josina Nascimento.
A órbita lunar tem a forma de uma elipse, fazendo com que a distância em relação à Terra varie de 356 mil km a 406 mil km, aproximadamente.
O site especializado EarthSky afirma que a superlua de sábado vai coincidir com outro marco celestial: o periélio, momento em que o planeta fica mais próximo do Sol. Segundo o portal, a última vez em que os dois fenômenos aconteceram simultaneamente foi em janeiro de 1912.
O pico de iluminação deve ocorrer no início da manhã no Brasil, mas os melhores momentos para observar a superlua são no nascer e no pôr da Lua. De acordo com a Nasa, uma ilusão óptica faz com que os olhos humanos percebem o corpo celeste como maior quando ele está próximo do horizonte —na realidade, o tamanho é o mesmo de quando o satélite está no alto do céu.
No hemisfério Norte, o fenômeno deste sábado também é conhecido como Lua de lobo, por conta da maior probabilidade de se escutar uivos no inverno.
Superlua não é um termo científico, de acordo com o Observatório Nacional. A palavra foi usada em 1979 por Richard Nolle, que classificou o evento como uma Lua cheia que ocorre durante o perigeu —quando o satélite está quase no ponto orbital mais próximo da Terra— ou a uma distância que equivale a 90% disso. A escolha da porcentagem, porém, não levou em consideração critérios científicos.
As próximas superluas de 2026 serão apenas em 24 de novembro e 24 de dezembro, de acordo com o EarthSky. A Nasa calcula que as distâncias em relação à Terra serão de 360 mil km e 356 mil km, respectivamente.












