PMs investigados em operação exigiram mais de R$ 200 mil de integrante de facção criminosa para liberar vítima de sequestro

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on telegram

Operação ocorreu nesta quinta-feira (14). Investigação iniciada pela PF analisou celulares apreendidos com integrantes de organização criminosa.

Blog do Eloilton Cajuhy

Três policiais e um ex-agente suspeitos de extorsão e tráfico de drogas em Salvador são alvos de operação — Foto: SSP-BA

Os policiais militares investigados pela prática de sequestro e extorsão de um integrante de facção criminosa, com atuação em Salvador, teriam exigido o pagamento de mais R$ 200 mil para liberar a vítima. As informações são da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-BA).

De acordo com informações apuradas pela equipe de produção da TV Bahia, os investigados sequestraram a namorada de um traficante do bairro de Cosme de Farias, na capital baiana, e o extorquiram. Armas e drogas teriam sido exigidas em troca da liberdade da mulher, segundo o g1 BA.

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra os investigados durante a “Operação Olossá”, nesta quinta-feira (14), por funcionários do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e agentes da SSP-BA. Os alvos foram três policiais e um ex-agente.

Segundo o MP-BA, os mandados foram cumpridos na capital baiana e em Lauro de Freitas, município da Região Metropolitana de Salvador.

Policiais suspeitos de extorsão e tráfico de drogas em Salvador são alvos de operação após PF analisar celulares de facção — Foto: Divulgação/MP-BA

De acordo com o g1 BA, o órgão informou ainda que a operação ocorreu após uma investigação que teve início depois que a Polícia Federal analisou, em 2020, celulares apreendidos com integrantes de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas.

Segundo a apuração da reportagem, um dos mandados foi cumprido na casa de um dos investigados e outro na sede da 58ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, documentos e computadores. Não há informações se o traficante que teve o celular analisado pela PF em 2020, identificado inicialmente apenas como André César, segue preso.

O material apreendido será submetido a conferência e análise pelo Gaeco e Force e, posteriormente, encaminhado aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis.

Veja também