Perdoar não apaga o que aconteceu, mas impede que a dor continue controlando a sua vida
Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Ninguém é perfeito. Todos nós erramos, decepcionamos alguém em algum momento e também já fomos decepcionados. A vida em sociedade inevitavelmente traz conflitos, falhas e situações que machucam.
O problema começa quando a mágoa se instala e permanece por tempo demais.
Guardar ressentimento é como carregar uma mochila cheia de pedras: o peso acompanha cada passo, consome energia e dificulta seguir em frente. E, na maioria das vezes, quem mais sofre é justamente quem carrega esse peso.
Perdoar não significa fingir que nada aconteceu. Não significa concordar com o erro, minimizar a dor ou permitir que a situação se repita. Significa, acima de tudo, escolher não continuar preso ao sofrimento causado por aquilo.
O perdão é um ato de libertação.
Quando perdoamos, deixamos de alimentar a ferida todos os dias. Abrimos espaço para a paz, para a leveza e para a possibilidade de seguir em frente sem que o passado controle o presente.
Isso nem sempre acontece de forma rápida. Algumas dores exigem tempo, reflexão e coragem. Mas cada passo em direção ao perdão é também um passo em direção ao próprio bem-estar.
É importante lembrar que perdoar não obriga a manter proximidade com quem feriu você. Há relações que precisam de limites, distância ou encerramento. O perdão acontece no coração; a reconciliação depende de confiança e mudança.
No fim, escolher perdoar é escolher cuidar de si mesmo. É entender que a paz vale mais do que a prisão da mágoa.
Porque ninguém merece viver carregando um peso que já poderia ter deixado para trás.












