Veja as recomendações dos fabricantes caso um acidente aconteça com seu smartphone. Aprenda também a identificar o quão protegido é o seu aparelho.
Por Henrique Martin, g1
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O celular caiu na água ou, por algum acidente, ficou encharcado. Calma, dá para tentar salvar o smartphone.
O Guia de Compras reuniu as melhores recomendações dos fabricantes para tentar resolver o problema. Nada de colocar o aparelho em um pote com arroz, hein?
Veja a seguir o que fazer e o que não fazer no caso de derrubar água (ou algum outro líquido) no telefone e saiba qual é o nível de proteção do seu aparelho.
O que fazer:
- Desligue o aparelho imediatamente. A Samsung diz que a umidade no dispositivo pode causar sérios danos ou corrosão na placa-mãe.
- Talvez precise dar um banho: as fabricantes também indicam que pode ser necessário remover impurezas que tenham entrado no telefone – vindas da água do mar (que tem sal), da piscina (com cloro e outras sujeiras) ou resíduo de alguma bebida.
Nesse caso, a recomendação das marcas é mergulhar o celular em água limpa por 1 a 3 minutos para remover essas impurezas. Use um pano seco para secar a parte externa.
- Sem excesso: Tente remover o líquido restante batendo de leve no topo do aparelho, com o conector USB apontado para baixo.
- Bote para secar: Coloque o telefone em um local seco e com bastante fluxo de ar – pode ser perto de um ventilador. A água irá evaporar aos poucos.
- Será que está pronto para usar? Caso surja na tela um alerta de umidade – que aparece em Iphones e alguns modelos Samsung Galaxy –, ainda pode ter um resto de água nos conectores. Continue com o telefone em uma área seca, com bastante fluxo de ar, entre 24 horas (na recomendação da Apple) e 48 horas (conforme o site da Motorola).
- Use um carregador sem fios: se for preciso recuperar alguma informação urgente do celular e ele estiver descarregado, uma alternativa – caso seja compatível – é utilizar um carregador sem fios, para evitar o uso de cabos. Não se esqueça de secar a traseira do telefone antes.
Nem toda situação de exposição à água é igual. Se o problema não for resolvido, é recomendável procurar a assistência técnica do fabricante do celular para uma avaliação técnica.
O que não fazer:
- Nada de arroz: Não coloque o smartphone em um recipiente ou saco de arroz. “Pequenas partículas de arroz podem causar danos”, diz a Apple, em nota em seu site de suporte.
- Nada de cotonete: Sempre existe a tentação de usar um cotonete ou palito para enxugar o celular: os resíduos de algodão (ou outro material) podem ficar presos dentro dos orifícios dos alto-falantes, do conector de fone de ouvido ou do conector USB-C (no caso dos Androids e do iPhone 15 em diante) ou Lightning (para Iphones 14 e anteriores). E aí é mais um estrago em potencial.
- Não use o cabo com o aparelho molhado. Com isso, os pinos do conector ou do cabo podem ser corroídos, causando dano permanente ou interrompendo o funcionamento, ressalta a Apple.
- Não use fontes de calor: evite qualquer fonte externa de ar, seja quente, como secador de cabelos, ou frio (ar comprimido) para tentar remover o líquido. O vento quente do secador pode descolar a tampa traseira do equipamento e outros componentes internos.
Qual o nível de proteção do seu aparelho?
Telefones mais antigos tinham partes móveis, como tampas, gavetas para cartões de memória e baterias removíveis. E eram mais suscetíveis a danos por umidade.
Os aparelhos mais modernos têm poucas partes móveis e fica tudo “travado” em uma única peça.
Esse tipo de projeto ajuda a impedir entrada de água, mas ainda deixa alguns espacinhos livres: as aberturas dos alto-falantes, do microfone, da gaveta para o cartão SIM da operadora e o conector do cabo de energia.
Os fabricantes de smartphones passaram a certificar os equipamentos pela classificação IP. Esse é um código criado pela IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional, em inglês) que ajuda a identificar a proteção e a resistência dos aparelhos contra poeira, impacto e líquidos.
A informação da classificação é fornecida pelos fabricantes, mas não garante que os aparelhos estejam 100% protegidos – cada caso é um caso. O primeiro dígito da classificação informa a proteção contra objetos sólidos. O segundo dígito, a proteção contra água:
O que significam os números na proteção IP?
| 1º dígito (objetos sólidos) | 2º dígito (água) |
| 0 = sem proteção | 0 = sem proteção |
| 1 = Proteção contra objetos sólidos > 50 mm de diâmetro | 1= Proteção contra gotas de água |
| 2 = Proteção contra objetos sólidos > 12,5 mm de diâmetro | 2 = Proteção contra gotas de água quando estiver inclinado a até 15 graus |
| 3 = Proteção contra objetos sólidos > 2,5 mm de diâmetro | 3 = Proteção contra borrifos de água |
| 4 = Proteção contra objetos sólidos > 1 mm de diâmetro | 4 = Proteção contra respingos de água |
| 5 = Proteção contra poeira | 5 = Proteção contra jatos de água |
| 6 = À prova de poeira | 6 = Proteção contra jatos fortes de água |
| X = Não se aplica | 7 = Proteção contra imersão até 1 m por 30 minutos |
| 8 = Proteção contra imersão até 1,5 m por 30 minutos | |
| 9 = Protegido contra jatos de água em alta pressão e alta temperatura | |
| X = Não se aplica |
Fonte: IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional)












