Sanfoneiro e compositor construiu uma trajetória marcada pela virtuosidade e pela mistura de ritmos.
Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O sanfoneiro, cantor e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu aos 72 anos. A morte do artista foi confirmada na noite do último domingo (25), por meio de uma publicação em suas redes sociais. A causa do falecimento não foi divulgada.
Considerado uma das referências da sanfona e um dos músicos importantes da história do forró, Oswaldinho conquistou reconhecimento no Brasil e no exterior por sua virtuosidade e pela capacidade de unir a música nordestina a diferentes gêneros musicais.
“Comunicamos que o sanfoneiro e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (25), aos 72 anos. Reconhecido no Brasil e no exterior por sua virtuosidade, o artista marcou a música nordestina ao unir o forró a diferentes gêneros musicais”, informou a publicação nas redes sociais.
A notícia provocou manifestações de pesar entre artistas e admiradores. O cantor Chico César lamentou a perda ao compartilhar a homenagem: “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”.
A cantora Elba Ramalho também prestou homenagem ao sanfoneiro. “Hoje a saudade fala mais alto, mas sua sanfona continuará tocando dentro de nós. Que Deus conforte o coração de todos que o amavam. Siga a luz”, escreveu.
Ligação histórica com Senhor do Bonfim

A trajetória de Oswaldinho do Acordeon também tem um capítulo especial em Senhor do Bonfim, conhecido como Capital Baiana do Forró.
O primeiro show do artista na região Nordeste aconteceu justamente em Senhor do Bonfim, quando foi contratado pela Prefeitura para se apresentar no tradicional São João bonfinense, na década de 1980. Naquele período, a festa junina era realizada na Praça Nova do Congresso, espaço que recebeu grandes nomes da música e ajudou a consolidar a tradição dos festejos no município.
A passagem do sanfoneiro pela cidade deixou lembranças entre pessoas ligadas à música e à cultura local. Conforme registros do fotógrafo Mauro Coelho, Oswaldinho posou ao lado de artistas e personalidades bonfinenses, entre eles integrantes do Trio Bahia e o sanfoneiro Cicinho de Assis, além de outros nomes que fizeram parte da história cultural da cidade.
O músico também teve participações importantes na programação da Rádio Caraíba, emissora tradicional de Senhor do Bonfim, fortalecendo sua ligação com o público local e com a história musical do município.
Esses registros ajudam a preservar a memória da passagem de Oswaldinho pela Capital Baiana do Forró, cidade cuja identidade cultural tem no forró e na sanfona elementos fundamentais.
Uma trajetória de inovação musical

Nascido em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Oswaldinho começou sua trajetória musical ainda criança, aos nove anos de idade.
Ao longo da carreira, destacou-se não apenas pela interpretação do forró tradicional, mas também pela incorporação de elementos do rock, jazz, blues e da música erudita ao seu repertório. Essa versatilidade contribuiu para ampliar as possibilidades da sanfona e aproximar o instrumento de diferentes públicos e estilos musicais.
Durante sua caminhada artística, conviveu com grandes nomes da música brasileira, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, artistas que influenciaram gerações de sanfoneiros e ajudaram a projetar a música nordestina nacionalmente.
A morte de Oswaldinho do Acordeon representa uma perda para a música brasileira e, especialmente, para o universo do forró. Em Senhor do Bonfim, sua história permanece ligada às lembranças de um São João de outras décadas, aos encontros com músicos locais e à participação na programação da Rádio Caraíba.
Sua sanfona deixa de tocar fisicamente, mas seu legado artístico permanece vivo na memória de quem acompanhou sua trajetória e de todos que reconhecem a importância da música nordestina para a cultura brasileira.

*Com informações do Bahia Notícias














