Ministério lança programa de formação de Agentes Educadores Populares de Saúde

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Onze mil voluntários serão qualificados até o final de 2025. Mais de 500 turmas já foram inscritas para este ano.

Por Ministério da Saúde

Iniciativa é inspirada nas ações comunitárias que se multiplicaram ao longo da pandemia de covid-19 – Foto: Mãos Solidárias

Com o objetivo de fortalecer a participação popular em saúde e ações da sociedade em defesa do SUS, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Formação de Agentes Educadores e Educadoras Populares de Saúde (AgPopSUS), que formará, até o final de 2025, 11 mil agentes. “É hora de resgatar e fortalecer os saberes populares, demarcando a educação popular como método prático de formação e cuidado. As políticas públicas do governo Lula vão dar sustentabilidade às ações da sociedade, reforçando o protagonismo social”, afirma a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O programa é uma iniciativa do governo federal, realizada pelo Ministério da Saúde por meio das secretarias de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e de Atenção Primária à Saúde (Saps), em parceria com movimentos sociais populares. O curso é ofertado pela Fiocruz e pela Escola Politécnica Joaquim Venâncio. “O AgPopSUS é um programa que fortalece a participação social, um dos princípios do SUS, além de reconhecer as ações de educação popular em saúde desenvolvidas durante a pandemia de covid-19”, explica a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Isabela Pinto.

Com o lançamento do programa, a pasta busca retomar a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), instituída em 2013, mas descontinuada nos últimos governos.

Os agentes de educação popular são pessoas voluntárias que colaboram com a saúde e o fortalecimento do SUS por meio de várias frentes de ações. Eles conhecem as demandas e necessidades da comunidade no que diz respeito às condições de saúde, acesso à alimentação e água, trabalho, renda, transporte, saneamento, rede do SUS, e condições de moradia.

Os voluntários mobilizam e organizam a comunidade onde vivem para garantir direitos sociais, além de auxiliar nas iniciativas de combate à fome, como bancos populares de alimentos, hortas agroecológicas no campo e na cidade e cozinhas solidárias. Os agentes têm mais um desafio: consolidar conselhos locais de saúde para fortalecer a participação social na construção do SUS em seus territórios.

Cerca de 550 turmas de agentes de educação popular já foram fechadas em todos os estados e as aulas iniciam no segundo semestre.

Os conteúdos da formação passam pela história dos agentes populares, papel dos educadores e dos agentes de educação popular, concepção de educação popular, planejamento de ações de controle social e participação no SUS de seus territórios, além de solidariedade ativa.

  • 550 turmas inscritas em todos os estados para 2024
  • 180 movimentos sociais populares inscritos
  • 11 mil agentes de educação popular formados até 2025

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