Manhã ou tarde? Veja prós e contras do horário de estudo do seu filho

FONTE: FSB Comunicação

Pesquisas mostram que o ideal seria que alunos em idade escolar tivessem aulas mais tarde, para terem mais tempo de sono

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Foto: Freepik

Acordar cedo demais, pular o café da manhã e correr para a escola ainda sonolento é a rotina de muitas crianças brasileiras. No entanto, especialistas vêm alertando que esse modelo pode comprometer o rendimento acadêmico, o bem-estar e até o desenvolvimento físico dos alunos. Dormir o suficiente, começar o dia sem pressa e chegar à escola com disposição são condições fundamentais para potencializar o aprendizado acadêmico e o estado emocional.

Diversos estudos apontam que crianças apresentam um ritmo biológico que favorece a aprendizagem em horários mais tardios. A explicação está no ciclo circadiano, o “relógio interno biológico” do corpo humano que determina quando o organismo sentirá fome ou sono, intrinsecamente conectado com o meio ambiente, principalmente aos ciclos naturais de luz (o dia) e escuridão (a noite).

Segundo a Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos, crianças de 3 a 5 anos precisam dormir de 10 a 13 horas; enquanto crianças de 6 a 13 anos devem dormir de 9 a 11 horas. Acordando mais cedo, os estudantes acabam tendo menos tempo para dormir, e tem seu “estado de alerta” prejudicado nas primeiras horas da manhã.

Para as famílias que estudar à tarde é uma opção para os filhos, o período vespertino permite às crianças dormirem o tempo necessário, começar o dia sem pressa e chegar à escola mais preparadas para aprender. Além dos benefícios neurológicos, o período vespertino também favorece a convivência familiar e a rotina escolar.

Apesar disso, o modelo matutino ainda é predominante no Brasil, muitas vezes por questões logísticas ou por tradição cultural. “É importante que os pais se sintam seguros para escolher o que é melhor para o seu filho, mas é fundamental que essa escolha leve em conta a saúde física e emocional da criança, e não apenas a conveniência da rotina dos adultos”, reforça a orientadora do Progresso.

Raquel elenca, abaixo, prós e contras dos períodos, para ajudar os pais a decidir o melhor para cada família.

Prós do período matutino: o clima geralmente mais ameno e a menor incidência de dispersões na sala tornam as primeiras horas do dia ideais para atividades práticas ao ar livre e aulas que exigem maior concentração; as lições de casa podem ser feitas à tarde, enquanto o que foi aprendido pela manhã ainda está fresco na memória do aluno.

Contras do período matutino: alunos sofrem com o desalinhamento do relógio biológico, dormindo menos horas do que o recomendado, o que leva a déficit cognitivo e emocional; a rotina matinal acelerada faz com que muitos alunos saiam de casa em jejum, prejudicando memória e autorregulação; para as famílias, o estresse de conciliar horários de trabalho e transporte escolar costuma gerar correria, além de dificultar a marcação de consultas e compromissos pela manhã.

Prós do período vespertino: famílias que trabalham home office ou crianças que são cuidadas por avós ou cuidadores têm a possibilidade de aproveitar melhor esse período; a manhã fica livre para atividades de enriquecimento como esportes e leitura, para consultas médicas, e permitem que as crianças tomem um café da manhã tranquilo em família, promovendo hábitos saudáveis e mais contato familiar.

Contras do período vespertino: do ponto de vista familiar, pais que trabalham cedo enfrentam desafios com transporte e supervisão antes do início das aulas; as lições de casa precisam ser feitas na manhã do dia seguinte; além da necessidade de reorganizar refeições e atividades domésticas para acomodar a rotina escolar.

A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global.

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