Influencer e modelo fala sobre lado negativo das redes sociais: “Mente quem diz que não teme o cancelamento”

FONTE: Thiago Martins

Aiane Freitas, que tem quase 1,5 milhão de seguidores no Instagram, também opina sobre haters

Aiane Freitas mudou de vida desde que começou a fazer sucesso nas redes sociais no ano passado. Mas a internet não trouxe só alegrias para a influencer, que tem quase 1,5 milhão de seguidores no Instagram. Com a exposição, vieram os haters.

A modelo conta como lida com pessoas que a atacam nas redes sociais. “O primeiro passo é aceitar que teremos haters. Quando você começa a fazer sucesso e se destacar, logo vão aparecer pessoas invejosas e que vão projetar as frustrações delas em você. Se você vir de baixo então, como eu, vai ouvir muito sobre ter sido sorte. O próximo passo, eu diria que é fazer um trabalho interno, com você mesma, entender que de milhões de pessoas que passam, todos os dias, nas minhas redes sociais, talvez os haters sejam menos de 1%. Então, não vale a pena perder meu tempo com esse tipo de pessoa”, acrescenta.

“As verdadeiras pessoas que merecem meu tempo, são meus fãs e é com eles que quero compartilhar e ter uma troca de energia. Mas caso você decida dar uma resposta em algum momento, responda com muito amor. Você vai desarmar completamente o hater e continuar com a sua paz interior. Lembre que ter haters é uma boa medida para saber que você está dando certo, porque começou a incomodar”, brinca ela.

A influenciadora relata que já se abalou com comentários negativos em suas redes sociais. “Quem nunca, não é mesmo? Todos nós temos nossos momentos de fraqueza, tem dias que esquecemos de se alinhar com o universo e jogar energia boa para ele, daí as coisas começam a dar errado. De repente, você recebe mensagens de ódio, críticas desconstrutivas, mentiras inventadas, bem no momento que você está com a guarda baixa. Mas tudo bem, o importante é lembrar que se cairmos sete vezes, vamos levantar oito”, argumenta.

Foto: Trumpas

Aiane também admite que teme ser ”cancelada”, mas caso isso aconteça, ela usará este momento para evoluir. “Mente quem diz que não teme o cancelamento quando se trabalha no digital. É muito difícil viver com essa ansiedade que a exposição te causa. Porém, o que me tranquiliza é que sei muito sobre a minha verdade e quem eu sou, sabe? Tenho meus valores claros e sei de tudo que passei para chegar até aqui”, reflete.

“Boto na minha cabeça que preciso criar conteúdo respeitando sempre o outro. O cancelamento vem, quando a gente acaba se excedendo e não colocando o sapato da nossa audiência. Tenho muito ainda que aprender, mas essa regrinha que me cobro para sempre respeitar o outro vem dando bastante certo. Agora… se o cancelamento chegar, a gente tem que colocar a mão na consciência e aprender com os erros e evoluir. Um cancelamento pode ser mais evolutivo que uma viagem para o Tibet”, destaca a jovem, que também opinou sobre o assédio na web.

“É curioso falar sobre assédio nas redes porque geralmente as pessoas mais inconvenientes estão escondidas atrás de um perfil fake. Sabe quando a pessoa não teria coragem de falar pessoalmente nada daquilo? Pois é! Esses aparecem de monte. Algumas falas são muito duras e maldosas… confesso que já me abalei mais! Logo no começo, onde tudo era muito novo, não sabia filtrar muito bem e entender que um celular é uma ferramenta que poderia ser usada para machucar. Porém, no comparativo, recebo tanto carinho de pessoas tão queridas que essa parte fica sendo mais tranquila de lidar. E tem mais: Hoje mesmo sendo fake ou não, quando algo passa dos limites eu já começo a envolver meu jurídico. Cansei de ficar na defensiva porque assim esse povo só se cria! Quem fala o que quer acaba recebendo o processo que não quer”, disse, aos risos.

Mas as redes sociais também têm inúmeros pontos positivos. Aiane acredita que um deles é estar a um clique de diversas pessoas que você admira. E essa vantagem, inclusive, funciona como um antídoto para não se abalar com o ódio nas redes.

“Além dos amigos virtuais, a gente consegue conversar com outras pessoas influentes no backstage e perceber que as dores muitas vezes são as mesmas. Tento aproveitar os momentos para focar no lado positivo e profissional disso tudo. Quero entregar um trabalho cada vez mais relevante e verdadeiro, então, quando tenho uma troca com alguém do meio, me pego mais focada em dicas e em alguns caminhos para crescer de forma mais consistente. Esse povo de hater não merece que a gente perca tanto tempo com eles”, completa.

Foto: Trumpas

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