GENTE QUE FAZ HISTÓRIA – Hoje é aniversário de Erasmo Carlos, Wanderléa e Oswaldinho do Acordeom

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Erasmo Esteves (Rio de Janeiro, 5 de junho de 1941). Cantor e compositor, famoso por suas parcerias com o cantor Roberto Carlos.

Participou efetivamente junto com Roberto Carlos e Wanderléa do programa Jovem Guarda onde tinha o apelido de Tremendão, imitando as roupas e o estilo de seu ídolo Elvis Presley.

Seus maiores sucessos como cantor nessa fase foram “Gatinha Manhosa” e “Festa de Arromba”. Com o término do movimento, entrou em crise, mas conseguiu se recuperar com a ajuda de seu parceiro Roberto Carlos e de sua esposa, Narinha. Nessa fase de transição fez sucesso cantando “Sentado à Beira do Caminho” e “Coqueiro Verde”.

O disco Erasmo Carlos e Os Tremendões já é um trabalho transitório na carreira do artista. O LP, de 1969, traz interpretações muito peculiares de canções de compositores da MPB, como “Saudosismo”, de Caetano Veloso e “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso (lançada no filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa em que Erasmo atua com Roberto e Wanderléa) e “Teletema” (canção originalmente interpretada por Regininha, sucesso por ter sido tema da novela Véu de Noiva, da Rede Globo), de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, além da primeira gravação de “Sentado à Beira do Caminho”.

Na década de 1970, Erasmo assinou com a Polygram. A primeira metade da década mostra o Tremendão num estilo bem diferente da Jovem Guarda.

Influenciado pela cultura hippie e pelo soul, lançou Carlos, Erasmo em 1971. O disco, que abre com “De Noite na Cama”, escrita por Caetano Veloso especialmente para ele, traz uma polêmica em “Maria Joana”.

O existencialismo prossegue em seus outros LPs dos anos 70: 1941-1972 – Sonhos e Memórias, 1990 – Projeto Salvaterra e Banda dos Contentes. “Sou uma Criança, Não Entendo Nada”, “Cachaça Mecânica” e “Filho Único” são algumas canções de destaque no período.

Pelas Esquinas de Ipanema, seu LP de 1978, inclui uma impactante canção que denuncia o descaso do homem com a ecologia: “Panorama Ecológico”. Em 1971, participou do filme Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora, de Roberto Farias.

Erasmo Carlos começou os anos 80 com um projeto ambicioso. Erasmo Carlos Convida, um projeto pioneiro no Brasil. Foram 12 canções interpretadas em dueto com artistas como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, A Cor do Som, As Frenéticas, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben e Caetano Veloso.

A faixa de abertura do álbum foi a que teve maior destaque nas rádios: “Sentado à Beira do Caminho”, com Roberto Carlos.

No ano seguinte, o LP Mulher teve uma grande repercussão com as canções “Mulher (Sexo Frágil)” (escrita com sua mulher, Narinha), “Pega na Mentira” e “Feminino Coração de Deus” (de Sérgio Sampaio).

O sucesso na mídia, que continuou com Amar Pra Viver ou Morrer de Amor (1982), trouxe uma cobrança para Erasmo: assim como o parceiro Roberto Carlos (no auge do sucesso), ele deveria lançar um trabalho inédito todos os anos.

O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções “Chega de Mágoa” e “Seca d’Água”.

Em 1989, ele ainda faria o álbum ao vivo Sou uma Criança, com participações de Léo Jaime e dos grupos Kid Abelha e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e lançado pela pequena gravadora SBK.

Nos anos 90, o trabalho de Erasmo apareceu de forma bissexta na canção. Além de sempre assinar com Roberto Carlos as canções feitas para seus discos anuais, ele lançou dois discos. Homem de Rua, lançado pela Sony Music em 1992, chegou a ter repercussão com a faixa-título, que fez parte da trilha da novela De Corpo e Alma, mas a canção era tema do personagem de Guilherme de Pádua, que, ao lado da esposa Paula Tomás, assassinou a atriz Daniela Perez, num crime que chocou o país. Outra gravação de destaque foi “A Carta”, na qual Erasmo cantou com Renato Russo.

Em 1995, ele voltou a ter destaque nas comemorações dos trinta anos da Jovem Guarda, que rendeu discos e shows. No ano seguinte, Erasmo gravou o álbum É Preciso Saber Viver, com regravações de canções de seu repertório. O destaque foi para “Do Fundo do Meu Coração”, dueto com Adriana Calcanhotto.

Somente em 2001 Erasmo voltaria a lançar um disco novo. Pra Falar de Amor traz interpretações dele para canções apenas suas, além de canções de Kiko Zambianchi e Marcelo Camelo. O destaque é “Mais um na Multidão”, dueto com Marisa Monte e de autoria de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown. No ano seguinte, ele lançou seu primeiro DVD ao vivo, além de um CD duplo.

No início de 2004, ele lançou seu trabalho mais autoral: Santa Música, com doze canções somente de sua autoria. Além da faixa-título, destaca-se a faixa “Tim”, feita em homenagem a Tim Maia.

Em 2007, Erasmo novamente lançou um disco no qual recebe convidados. Erasmo Carlos Convida, Volume II apresenta novos encontros musicais em que Erasmo interpreta parcerias dele com Roberto.

Adriana Calcanhotto, Lulu Santos, Simone, Marisa Monte, Milton Nascimento e as bandas Skank e Los Hermanos estão entre os convidados. A faixa de maior destaque foi “Olha”, cantada com Chico Buarque, e tema da novela das 21 horas, Paraíso Tropical, da Rede Globo. (*Letras.com.br).

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Wanderléa Charlup Boere Salim (Governador Valadares, MG, 5 de junho de 1946). Cantora. Tornou-se famosa durante a Jovem Guarda, fazendo sucesso juntamente com seus amigos Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Trabalhou como atriz principal no filme brasileiro “Juventude e Ternura” (1968), bem como, contracenou com Roberto e Erasmo em “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa” (1968), entre outros filmes.

Wanderléa passou a infância em Lavras (MG) e se mudou aos 9 anos de idade para o Rio de janeiro, com a família, para tentar uma vida melhor, sem sequer desconfiar que se tornaria uma das mais importantes cantoras brasileiras.

CarreiraAos 10 anos de idade ganhava concursos em rádios e lançou em 1962 o primeiro compacto. No ano seguinte, saiu o primeiro LP, “Wanderléa”, pela CBS.

Na gravadora conheceu Roberto Carlos, com quem namorou por pouco tempo, e Erasmo Carlos, passando a apresentar em agosto de 1965 o programa Jovem Guarda pela TV Record de São Paulo.

Transmitido nas tardes de domingo, o programa teve uma das maiores audiências da época e lançou diversos artistas. Wanderléa e Cely Campelo foram as primeiras estrelas do rock brasileiro. Participou de filmes ao lado de Roberto Carlos e, depois de terminada a Jovem Guarda, continuou a carreira como cantora pop.

Atualmente se apresenta cantando seus maiores sucessos, como “Pare o Casamento” (versão de Luís Keller), “Ternura” (Rossini Pinto) e “Prova de Fogo” (Erasmo Carlos).

Aos 15 anos cantava em boates, e como era menor, pedia autorização ao juizado de menores e aos seus pais para assinarem. Seu pai, no começo, não aceitava a carreira da filha, mas com o tempo entendeu que a jovem tinha grande talento musical.

Um grande sucesso de Wanderléa, “Te Amo”, esteve na trilha sonora nacional da novela Caras & Bocas, da Rede Globo. A mesma música já havia entrado para a trilha de uma novela dos anos 90, Pedra Sobre Pedra. Graças a essa canção, Wanderléa voltou a ter destaque na mídia.

Vida pessoalWanderléa sofreu muitas perdas em sua vida. A primeira delas foi aos 10 anos de idade, quando se desesperou ao descobrir que sua irmã mais velha foi morta vítima de bala perdida. Este fato abalou a vida de Wanderléa e de toda a sua família.

No começo de sua carreira, aos 16 anos, começou a namorar Zé Renato, filho de Chacrinha. Em poucos meses de namoro ficaram noivos. Após sete anos juntos, houve uma tragédia: Zé sofreu um acidente e ficou paraplégico.

Wanderléa entrou em depressão e com o tempo o relacionamento entrou em crise porque ele não queria ser um peso na vida dela. Apesar de ter lutado por ele, respeitou a decisão de Zé e se separou do noivo.

Após a separação, namorou alguns cantores e compositores da época. Também teve um curto namoro com Roberto Carlos. Depois conheceu o guitarrista chileno Lalo Califórnia. Os dois começaram a namorar e em pouco tempo se casaram. Em 1982 nasceu o primeiro filho do casal: Leonardo.

Em 1984 nova tragédia na vida de Wanderléa: Leonardo morreu afogado aos 2 anos de idade. O garoto estava andando de triciclo e, acidentalmente, caiu na piscina. Chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Wanderléa se desesperou por completo e entrou em grave crise depressiva, tendo que tomar remédios fortes. A partir daí o casamento se desestruturou, e eles passaram a viver entre idas e vindas.

Com o tempo o casamento se recuperou, e ela voltou para o ex-marido. Os dois tiveram mais duas filhas: Yasmin e Jadde. As duas tem menos de dois anos de diferença e nasceram no fim dos anos 80.

Passou por outras perdas: O falecimento do pai, que a deixou muito abalada e pouco tempo depois, em 1996, seu irmão morreu vítima da AIDS. Sua depressão foi tão forte, que lhe causou câncer no útero, tendo que fazer uma histerectomia.

Continua casada com Lalo até hoje, mas os dois moram em casas separadas, e a cantora diz estar bem feliz assim, já que percebeu que morando juntos não se davam tão bem, e pelo casal gostar de uma relação mais livre, convivem como dois namorados.

Revelou em entrevistas ficar incomodada com a fama, que lhe trouxe problemas com o tempo. Por exemplo: ao passar na rua com seus carros importados, as pessoas humildes a apontavam nas ruas comentando que ela era madame e que tinha boa vida.

Isso a chateava, dizendo que também já foi muito pobre e entende o sofrimento dos humildes, mas ninguém reconhecia isto. Desde jovem seu apelido é Ternurinha, por motivos que nem ela mesmo sabe descrever bem. (*Wikipédia).

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Oswaldo de Almeida e Silva (Duque de Caxias, RJ, 5 de junho de 1954). Músico. Filho de Pedro Sertanejo – o pioneiro do forró em São Paulo – possui grande genialidade e versatilidade, sendo reconhecido internacionalmente.

Gravou seu primeiro disco aos oito anos de idade, e participou em centenas de discos com artistas de vários países. Seu grande sucesso foi a fusão da 5ª sinfonia de Beethoven com ritmos nordestinos, e a Asa Branca in Blues.

Foi o primeiro acordeom de oito baixos, que ganhou de presente do velho Pedro Sertanejo, que possibilitou a Oswaldinho do Acordeom se tornar um mestre moderno de seu instrumento.

Começou pela obrigatória “Asa Branca” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e hoje executa com muita primazia Astor Piazzola, John Lennon, Bach e Beethoven, além do nosso repertório de música popular brasileira e nordestina. É tido no momento como um dos maiores músicos do país.

Ingressou na MPB através do Grupo Bendegó. A partir daí, tomou contato com Odair cabeça de Poeta e Grupo Capote, Tom Zé, Morares Moreira, Baby e Pepeu, Fagner, Djavan, Renato Teixeira, entre outros. Mas segundo o próprio Oswaldinho, foi com Dominguinhos que ele passou a ter contato com a música nordestina urbanizada e com a música estrangeira de boa qualidade.

Buscando aperfeiçoamento, em 1976 conheceu o professor italiano Dante D’Alonzo e começou a estudar para valer. Música clássica estudou por 13 anos, tendo sido inclusive aluno de Paulo Feolla, no Conservatório Santa Clara.

Perfeccionista, Oswaldinho do Acordeom insiste em sempre se aprimorar, através de diversos cursos. Com sua agenda concorrida entre viagens e apresentações, ele toma aulas onde quer que esteja, mesmo que seja por telefone.

O talento raro lhe rendeu uma bolsa no “Conservatório Dante de Milão”. No exterior, as chances de aperfeiçoamento são maiores, pois o instrumento é bastante difundido “, explica. Mas o jeito vibrante e apaixonado de tocar como brasileiro, o europeu não conhecia. Por isso, em 1984 Oswaldinho do Acordeom, apresentou-se como atração no “Festival do Campeonato Mundial de Acordeom” e conquistava a admiração de portugueses, ingleses, alemães, suíços, canadenses, japoneses e americanos.

Com mais de 20 discos gravados, Oswaldinho veio para reafirmar o conceito que o insere no contexto de um dos melhores acordeonistas do mundo.

Seu currículo registra gravações com as principais estrelas da MPB, como Elba Ramalho, Edson Cordeiro, Caetano Veloso, Jackson do Pandeiro, Lobão, Raul Seixas, Ney Matogrosso, Nara Leão, Milton Nascimento, Paul Simon, entre outros.

Teve oportunidade de participar de Projetos como: Pixinguinha, US TOP, Free Jazz Festival, Festival de Montreal, Rock in Rio, Festival de Jazz de Montreux, Festival de Jazz de Chateauvallon – França, além de festivais e encontros dos maiores acordeonistas do mundo em diversos países. (*Wikipédia).

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