Em casos envolvendo queimaduras, a reabilitação é lenta e envolve uma equipe médica multidisciplinar.
Por Syomara Cristina Szmidziuk

Grandes comemorações como resultado de eleições, jogos da Copa do Mundo e, principalmente, a virada do ano, estimulam o uso de fogos de artifício. Porém, essa iniciativa tem vários riscos de lesões do membro superior, auditivas e visuais, e cada vez mais se chama a atenção para a população sensível aos excessos de barulhos e luzes, como portadores de transtorno de espectro autista (TEA), idosos e até animais.
A primeira questão a ser levada em conta é quanto à segurança. Segundo recomendações de bombeiros, os fogos devem ser soltos em local aberto, longe de marquises e, principalmente, longe de pessoas. É importante não realizar brincadeiras como apontar para outras pessoas ou colocar bombas em latas. E sempre fazer uso da base própria ou suporte fornecido pela embalagem. Inclusive, são as lesões nas mãos, as mais comuns nessa situação. Os acidentes podem envolver queimaduras, lacerações e até amputação de dedos e da mão.
Em casos envolvendo queimaduras, a reabilitação é lenta e envolve uma equipe médica multidisciplinar. Após a cicatrização do ferimento, há casos em que acontece a perda de funções do dia a dia e, então, o paciente é encaminhado para um profissional de terapia ocupacional onde passará por um tratamento de acordo com a sua demanda. “Existem técnicas específicas para cada tipo de lesão. O tratamento irá buscar a reabilitação da função através de novas conexões”, explica a terapeuta ocupacional Syomara Cristina Szmidziuk.
Para além do cuidado com queimaduras e descarte correto de rojões que não funcionaram, precisa existir também a empatia com a população sensível a excesso de barulhos e luzes. Existem pessoas com hipersensibilidade auditiva e que podem entrar em crise nesses casos, assim como idosos com algum comprometimento neurológico também podem sofrer com a soltura de fogos de artifício próximos. “Existem casos de idosos que chegam a infartar por não conseguirem entender o que está acontecendo numa situação de fogos de artifícios”, comenta Syomara.
Todas essas questões precisam ser levadas em conta, considerando que talvez uma das alternativas seja não buscar uma atividade que envolva tantos riscos e desconforto ao próximo.













