Filosofia, ciência e fé: caminhos que conduzem a Jesus

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Foto: Pexels/Bertelli Fotografia

Até onde possa viajar o pensamento, encontraremos o homem buscando o sentido existencial. Mobilizando os recursos que se lhe estavam ao alcance, tentou, pela filosofia, decifrar o enigma da vida e o porquê do sofrimento. Desafios se fizeram muralhas quase que intransponíveis ao pensar, obrigando o ser pensante a cogitar das raízes pelas quais os deuses situavam o homem no mundo, aparentemente para expiar e lamentar-se.

Compêndios e tratados diversos se fizeram escrever para elucidar os insondáveis caminhos humanos, sedento por felicidade e plenitude. Ao lado da filosofia, que buscava equacionar os mistérios do ser, do destino e do sofrimento, ergueu santuários diversos para o cultivo da fé então nascente. Árvores frondosas foram adoradas, animais idolatrados e mais distante o ser foi alçado à condição de um deus, possuidor de poderes capazes de alterar destinos e violar o livre arbítrio das criaturas humanas.

Impossibilitado de divinizar-se por esforço próprio, foi mais cômodo humanizar os deuses, os fazendo semelhantes aos reles mortais. Ao lado da filosofia, que multiplicava interrogações para as quais nem sempre tinha respostas, da fé que gravitava incerta entre o tangível e o metafísico, a ciência e o conhecimento surgindo por necessidade imperiosa de dominar o meio onde se vive, submetendo as ferramentas materiais ao capricho dos sentidos. O cálculo organiza os números, a geometria mede as distâncias, a alquimia manipula os elementos, a história descreve fatos e a literatura eterniza o saber. O mundo vai ficando perceptível, a natureza vai entregando seus segredos e o homem se ergue como senhor da Terra, como se esta fosse um livro que o ser vai lendo à medida em que vive e explora o que ignora.

Presentemente, seus limites estão no espaço e nas ciências exatas, buscando localizar diferentes formas de vida no espaço profundo. A cada dia elabora novos artefatos, engendra tecnologia de ponta e devassa segredos do cosmo onde respira, mas se vê cada dia como um enigma, que o desafia ao autodescobrimento.

De onde procede enquanto centelha divina? Como alcançou os campos terrestres e por que chora as perdas materiais, qual filho pequeno a quem se nega um carinho ou seu brinquedo favorito? Por que sofre? Para onde marcha depois da morte, se é que se sobrevive após a disjunção cadavérica? Como equacionar o gênio do idiota, o superdotado do atrofiado, a compreensão mental admirável do retardado?

Para auxílio desse ser inquieto, a misericórdia divina tem enviado, em todas as épocas, missionários e arautos, mártires e profetas, cada um descortinando uma nesga das celestes revelações. Moisés com a justiça. Sócrates com a filosofia. Demócrito com a ciência. Avicena com a arte da cura. Galileu descortina novos mundos. Kepler traz novas revelações, Newton descortina novas leis da física.

No terreno religioso, o esforço não foi menor. Santo Agostinho propõe uma autopsicanálise, os pais da patrística desdobram novos entendimentos sobre fé e obediência a Deus, Martinho Lutero sugere um novo pensar, tentando um resgate do cristianismo primitivo, Emmanuel Swedenborg, em arrebatamento, descreve paisagens do mundo espiritual, prenunciando a chegada do Espírito da Verdade à Terra.

Mas nenhum deles teve o brilho do homem da Galileia. Do seu berço de palha ao gólgota, divulgou e viveu uma doutrina calcada no amor e forrada de esperança. Referiu-se a um reino interior, construído por cada um a partir dos atos e dos pensamentos nutridos pelas intenções consolidadas. Exaltou o lírio do campo, mas alertou sobre os espinhos da jornada. Ensinou como viver num mundo de contrastes gritantes, permanecendo fiel a Deus e à própria consciência.

Apontou o porto da plenitude, após vencido o oceano do cumprimento de deveres na ribalta da vida material. O maior filósofo existencialista. Químico por excelência dos ingredientes morais. Matemático extraordinário, sugeriu que cada ofensa fosse perdoada 490 vezes.

E diante dos contrários e pessimistas, encontrar em si mesmo motivos para sorrir, auxiliar e prosseguir estrada afora, disseminando confiança e bom ânimo. Um nome simples, que alterou os rumos da história e fendeu o saber do sentir.

Jesus. És apóstolo ou simples admirador? Em ti, a resposta.

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