Estagiários são afastados após criança autista ser levada para casa dentro de sacola na Bahia

FONTE: g1 Feira de Santana e Região

Caso ocorreu em Alagoinhas. Mãe denunciou que o filho foi colocado na sacola plástica para não sujar o carro da Secretaria de Educação.

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Criança autista foi enviada para casa pela escola dentro de saco plástico e com fralda suja na Bahia — 📷 Rogenis Dias | TV Subaé

A Prefeitura de Alagoinhas afastou dois profissionais de apoio envolvidos no caso de uma criança de seis anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que foi enviada para casa dentro de uma sacola plástica e com a fralda cheia de fezes. O afastamento foi confirmado na quarta-feira (7).

Em nota, a gestão municipal informou que os profissionais são estagiários e que o procedimento continua em andamento para apurar a participação dos demais profissionais envolvidos. A Prefeitura também afirmou que a segurança, a proteção e o bem-estar dos estudantes da rede municipal são prioridades.

O caso aconteceu em 24 de setembro, na Escola Municipal de Educação Integral do Campo, mas ganhou repercussão no início de outubro, após a mãe da criança, Camila de Jesus Almeida, denunciar a situação.

Segundo a mãe, a escola informou à família que o menino teria sido levado para casa porque não havia fralda e roupa disponíveis para realizar a troca. Ela, no entanto, afirmou que os itens estavam na mochila do filho.

Camila contou que a avó da criança recebeu o menino em casa e encontrou uma fralda e uma muda de roupa limpa na mochila. Ao questionar a direção da escola, a mãe disse ter sido informada de que a criança foi colocada na sacola para evitar que sujasse o carro da Secretaria Municipal de Educação.

“Meu filho foi humilhado […] Ele tem transtorno do espectro autista, não verbal. Ele não teve o direito de dizer que não queria ser colocado naquela situação”, disse.

Após o episódio, Camila procurou a Secretaria Municipal de Educação, registrou um boletim de ocorrência e informou ter levado o caso ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e ao Conselho Tutelar.

Segundo a mãe, situações semelhantes já haviam ocorrido outras vezes. Ela também afirmou que não pretende levar o filho de volta à escola até que haja mudança na direção da unidade.

A Polícia Civil informou que investiga a denúncia de constrangimento e que diligências e oitivas estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.

O g1 entrou em contato com o Ministério Público (MP-BA) sobre o ocorrido e aguarda retorno.

Em nota divulgada após a confirmação do afastamento, a Prefeitura de Alagoinhas informou que os profissionais de apoio envolvidos foram desligados durante a apuração administrativa.

A gestão municipal afirmou ainda que continua apurando a participação dos demais profissionais envolvidos e que seguirá adotando as medidas administrativas cabíveis.

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