Especialistas alertam para erro que reduz valor da aposentadoria do INSS

FONTE: Revista Fórum

Valor da aposentadoria depende diretamente do histórico de contribuições e de escolhas feitas ao longo da vida profissional

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Foto: Freepik

Muitos trabalhadores acreditam que basta contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para garantir uma aposentadoria confortável no futuro. No entanto, um erro bastante comum pode fazer com que o benefício fique restrito ao salário mínimo, mesmo após anos de contribuição.

O problema está relacionado principalmente à forma como o segurado contribui para a Previdência Social. Em muitos casos, a escolha de modalidades simplificadas de recolhimento acaba limitando o valor da aposentadoria sem que o trabalhador perceba as consequências no longo prazo.

Dados da Previdência mostram que a maior parte dos aposentados recebe apenas o valor mínimo pago pelo INSS. Atualmente, milhões de beneficiários dependem exclusivamente do piso previdenciário, reflexo de contribuições realizadas sobre valores mais baixos ao longo da vida profissional.

O valor da aposentadoria é calculado com base no histórico de contribuições do segurado. Desde a Reforma da Previdência, em vigor desde 2019, o cálculo passou a considerar a média de todos os salários de contribuição registrados a partir de julho de 1994.

Um dos principais erros ocorre quando o trabalhador opta por contribuições reduzidas sem conhecer as limitações impostas pela regra.

Entre as modalidades existentes estão:

  • Contribuição de 5% do salário mínimo: destinada ao Microempreendedor Individual (MEI) e segurados de baixa renda inscritos no CadÚnico;
  • Contribuição simplificada de 11%: utilizada por parte dos contribuintes individuais;
  • Contribuição de 20%: considerada a modalidade completa.

Nos dois primeiros casos, o segurado garante acesso aos benefícios previdenciários, mas a aposentadoria fica limitada ao valor do salário mínimo. Apenas a contribuição de 20% permite a formação de um benefício superior ao piso nacional.

Embora o valor final dependa de fatores como tempo de contribuição, idade e histórico salarial, algumas simulações ajudam a entender o impacto das contribuições ao longo da vida:

  • Média de contribuição de R$ 1.618 (salário mínimo): aposentadoria próxima de R$ 1.618;
  • Média de contribuição de R$ 2.500: benefício estimado entre R$ 2 mil e R$ 2,3 mil;
  • Média de contribuição de R$ 4.000: aposentadoria entre R$ 3,2 mil e R$ 3,7 mil;
  • Média de contribuição de R$ 6.000: benefício entre R$ 4,8 mil e R$ 5,5 mil;
  • Média de contribuição de R$ 8.000: aposentadoria entre R$ 6,4 mil e R$ 7,3 mil.

Os valores são aproximados e consideram as regras atuais do INSS, além de tempo de contribuição suficiente para elevar o percentual aplicado sobre a média salarial.

Especialistas recomendam que o trabalhador acompanhe regularmente seu histórico previdenciário e faça simulações para verificar qual poderá ser o valor do benefício no futuro.

Quem possui renda proveniente de atividades extras também pode complementar as contribuições como contribuinte individual, aumentando a base de cálculo utilizada pelo INSS. Além disso, manter contribuições regulares e por um período maior pode elevar o percentual aplicado sobre a média salarial, melhorando o valor final da aposentadoria.

O próprio INSS disponibiliza ferramentas para que o segurado acompanhe sua situação previdenciária. Pelo aplicativo ou portal Meu INSS é possível acessar a opção “Simular Aposentadoria” e verificar estimativas de tempo restante de contribuição e valor projetado do benefício.

A consulta antecipada permite identificar possíveis problemas e corrigir a estratégia de contribuição antes da aposentadoria, evitando que o trabalhador descubra apenas no momento do pedido que terá direito apenas ao salário mínimo.

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