Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O escândalo envolvendo o contrato bilionário do lixo em Salvador ganhou um novo capítulo. A Justiça da Bahia suspendeu os efeitos financeiros do aditivo de R$ 2,67 bilhões firmado sem licitação entre a Prefeitura e a Battre, que prorrogou por mais 20 anos a concessão do Aterro Sanitário Metropolitano Centro.
A decisão, que voltou a ter destaque no jornal Folha de S.Paulo, desta vez na coluna de Monica Bergamo, atende a uma ação da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma), que aponta possível prejuízo de R$ 498 milhões aos cofres públicos.
Na liminar, o juiz Glauco Dainese de Campos apontou dúvidas sobre a vantagem econômica do contrato e citou indícios de irregularidades ambientais, como desmatamento sem autorização, risco de contaminação por chorume e impactos em áreas de preservação. Também foram suspensos os reajustes previstos no aditivo, que elevaram em cerca de 72% a tarifa de destinação do lixo e em quase 130% a da estação de transbordo.
O caso também provocou preocupação na cúpula nacional do União Brasil. Em coluna no jornal Estado de Minas, o jornalista Leandro Mazzini revelou que dirigentes do partido tratam o assunto de forma reservada por temerem que o escândalo respingue no prefeito Bruno Reis e no ex-prefeito ACM Neto, pré-candidato ao Governo da Bahia em 2026.
Procurada, a Prefeitura de Salvador afirmou que a prorrogação do contrato ocorreu dentro da legalidade, com respaldo técnico e jurídico, e informou que recorrerá da decisão para manter a validade do procedimento.












