Diabéticos precisam ter cuidados redobrados com os pés

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Especialista explica como a podologia pode ajudar quem tem a doença.

Comunicação Sem Fronteiras

Segundo Pedro Matos, nos pés diabéticos a podologia trabalha na intenção primária, prevenindo infecções, úlceras e amputações – Foto: Arquivo Pessoal

Levantamento da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) aponta que mais de 282 mil cirurgias de amputação de membros inferiores foram realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro de 2012 e maio de 2023. Só em 2022, foram 31.190 procedimentos realizados, o que significa que – a cada dia – pelo menos 85 brasileiros tiveram seus pés ou pernas amputados na rede pública. O estudo mostra que mais da metade dos casos de amputações envolvem pessoas com diabetes.

Pé diabético é uma complicação da diabetes caracterizada por uma ferida (úlcera) nos membros inferiores agravada por uma infecção, mas também pode englobar qualquer alteração de origem neurológica, ortopédica ou vascular que afete essa região do corpo. O Dia Mundial do Diabetes, foi comemorado em 14 de novembro e, além de conscientizar sobre a doença, deve ainda servir de alerta para as complicações que ela causa naqueles que não se cuidam corretamente.

Uma forma pouco conhecida para se cuidar dos pés diabéticos é a podologia. O podólogo Pedro da Silva Matos, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica quais alterações acontecem nos pés de quem tem diabetes. “Queimação, perda de sensibilidade, sensação de agulhamento, dormência, a pele fica muito seca e quebradiça, dão muitos calos, as unhas começam a atrofiar, engrossar, dá muito fungo”, detalha.

O profissional ressalta como a modalidade pode ajudar aos diabéticos. “A podologia trabalha na intenção primária, prevenindo infecções, úlceras e amputações. Evita o encravamento de uma unha, faz o desbastamento de calos e calosidades para evitar uma lesão ou uma ferida. Também orienta o paciente a hidratar a pele, porque a pele fica muito seca, pode dar muita fissura e rachadura. São nesses cuidados que o podólogo vai ajudar o pé diabético”, afirma.

No entanto, Pedro salienta que a frequência no podólogo não precisa ser exagerada. “Nós orientamos o paciente a vir a cada 30 dias para realizar os cuidados. Iremos fazer o corte correto das lâminas, a hidratação da pele, a reflexologia, que ajuda a ativar a circulação. Além de fazer um exame visual para ver se não tem nenhuma perfuração, ferimento, fissura ou rachadura, para que não possa ter nenhuma complicação no pé”, detalha o profissional.

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