Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Levar água para o sertão nordestino exigiu uma das maiores obras de engenharia do mundo. O Projeto de Integração do Rio São Francisco não é apenas cavar canais; é vencer a gravidade. Para fazer a água “subir” e atravessar o relevo árido, foram construídas estações de bombeamento gigantescas que elevam o rio a alturas de até 200 metros (equivalente a um prédio de 60 andares). A água viaja por mais de 477 km de canais, túneis e aquedutos, desafiando a seca para chegar a 390 municípios em quatro estados.
Essa obra faraônica garante segurança hídrica para 12 milhões de pessoas que antes dependiam de caminhões-pipa. O sistema é monitorado por tecnologia de ponta para evitar desperdícios e garantir que a vazão ecológica do “Velho Chico” seja respeitada. É o Brasil usando inteligência e concreto para reescrever a geografia da sede e levar vida onde antes só havia poeira.
Detalhes importantes:
- Ideia antiga: A ideia da transposição é antiga, com projetos e discussões ocorrendo desde o século XIX e início do século XX, envolvendo vários presidentes, mas sem sair do papel, como citam pt.org.br, Agência Pública e www.gov.br.
- Lançamento oficial: O lançamento oficial do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) com início das obras físicas ocorreu em 2007.
- Fases de conclusão: As obras foram divididas em eixos (Norte e Leste) e ramais, com diferentes datas de conclusão, sendo que partes importantes foram finalizadas nos anos seguintes, com inaugurações ocorrendo ao longo dos anos até recentemente.












