O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria teve mais cinco nomes aprovados este ano. Foram sancionadas leis que incluem o escritor de “Os Sertões”, Euclides da Cunha; o ministro da Justiça do Império, José Feliciano Fernandes Pinheiro, criador das primeiras faculdades de Direito no Brasil; o líder camponês paraibano, João Pedro Teixeira; o militar Martim Soares Moreno, considerado o fundador do estado do Ceará; e o Irmão Joaquim do Livramento, franciscano que trabalhou pela assistência social na área de saúde.
O livro tem 31 nomes; mas outros 19, incluindo os deste ano, ainda aguardam para serem efetivamente incorporados ao livro de aço guardado no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes em Brasília. Segundo a assessoria do Panteão, estão sendo feitas reformas nos espaços que devem ser concluídas até outubro.
O deputado Valmir Assunção (PT-BA), explica os motivos para a inclusão de João Pedro Teixeira: “João Pedro Teixeira é um paraibano que foi vítima de uma emboscada do latifúndio da Paraíba em 1962. Um trabalhador rural que foi responsável pela criação das Ligas Camponesas, que hoje inspira o movimento Sem Terra na luta pela reforma agrária“.
Já o deputado Esperidião Amin (PP-SC), conta um pouco da importância do Irmão Joaquim do Livramento: “Nosso Irmão Joaquim foi uma figura de altos méritos nos séculos 18 e 19 para fazer o bem à humanidade, no caso a brasileira. Ele não foi apenas o fundador do nosso hospital de caridade, mas, do Rio Grande do Sul até a Bahia, ele distribuiu iniciativas relevantes para a sociedade; tanto na questão da assistência à criança, os órfãos, quanto na assistência à saúde“.
O deputado Giovani Cherini (PR-RS) conta um pouco da história de José Feliciano Fernandes Pinheiro: “E ele criou o primeiro curso de Ciências Jurídicas do Brasil, a faculdade de Direito, que foi dia 11 de agosto de 1827, fez a faculdade de Direito de São Paulo e a faculdade de Direito de Olinda. E foi o primeiro presidente da província de São Pedro, que foi a primeira denominação do estado do Rio Grande do Sul“.
O livro atual tem nomes como Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; e Zumbi dos Palmares, líder quilombola. Personalidades como Chico Mendes, ambientalista; e Leonel Brizola, ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, também aguardam a cerimônia de entronização.
*Reportagem – Sílvia Mugnatto/Rádio Câmara












