Especialistas alertam para sintomas que muitas vezes são ignorados e reforçam a importância da avaliação médica
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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O aumento de casos de arritmia cardíaca em pessoas jovens tem chamado a atenção de especialistas na área da cardiologia. Embora a condição seja frequentemente associada ao envelhecimento ou a doenças cardíacas pré-existentes, médicos observam que alterações no ritmo do coração também podem surgir em pacientes mais novos, inclusive em indivíduos aparentemente saudáveis.
A arritmia ocorre quando há irregularidade na frequência ou no ritmo dos batimentos cardíacos. Em alguns casos, pode ser benigna e transitória, mas em outros pode indicar alterações que exigem acompanhamento médico e investigação mais aprofundada.
De acordo com o cardiologista Dr. Ricardo Ferreira, do Centro Cardiológico, fatores como estresse, consumo excessivo de estimulantes, privação de sono, sedentarismo e até predisposição genética podem contribuir para o surgimento dessas alterações. O uso de bebidas energéticas e suplementos também tem sido um fator de risco que exige atenção, especialmente entre jovens e praticantes de atividade física intensa.
Palpitações, sensação de coração acelerado ou “falhando”, tontura, falta de ar e, em alguns casos, episódios de desmaio destacam-se como os principais sintomas. No entanto, o especialista alerta que muitas pessoas podem apresentar arritmia sem perceber sinais evidentes, o que reforça a importância de avaliações periódicas.
“O coração pode dar sinais de que algo não está funcionando como deveria, mas esses sintomas muitas vezes são ignorados ou confundidos com ansiedade ou cansaço”, explica o Dr. Ricardo Ferreira. “Quando episódios de palpitação ou mal-estar se tornam frequentes, o ideal é procurar avaliação médica para identificar a causa.”
O diagnóstico costuma envolver exames como eletrocardiograma, monitorização do ritmo cardíaco por meio de dispositivos como o Holter e, em alguns casos, testes adicionais para investigar possíveis alterações estruturais ou elétricas no coração.
O cardiologista reforça que a maioria dos casos pode ser controlada com acompanhamento médico adequado, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, tratamento específico, como a ablação, tratamento minimamente invasivo, realizado via cateterismo pela veia femoral e que está disponível no Centro Cardiológico onde o Dr. Ricardo atua.
Além do acompanhamento clínico, manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do estresse e sono adequado, além de evitar (ou reduzir) hábitos como tabagismo e alcoolismo, também contribuem para a saúde cardiovascular e podem ajudar na prevenção de alterações no ritmo cardíaco.












