Caso Larissa Manoela: como os pais podem evitar relações tóxicas entre filhos

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Caroline Fakhouri – Key Press

Reprodução

A partir das recentes revelações envolvendo detalhes sobre a relação da atriz Larissa Manoela com os pais, reflexões sobre o papel parental passaram a ser discutidas pela sociedade.

“O grande referencial das crianças, desde pequenas, são os pais; por isso é que a dinâmica familiar tem papel tão fundamental no desenvolvimento e formação dos indivíduos”, explica Filipe Colombini, psicólogo, orientador parental e fundador da Equipe AT. “Consequentemente, quando os pais têm um comportamento tóxico, os impactos negativos são bastante prejudiciais, podendo durar por toda a vida, caso não haja uma intervenção terapêutica”, completa.

No caso de Larissa Manoela, conforme explica Colombini, fica evidente o desencontro na relação familiar, o que acabou levando a uma grande frustração e ao rompimento entre as duas partes.

Mas o que este imbróglio deixa de lição? “Para garantir uma convivência familiar harmônica, os pais devem ter algumas habilidades comportamentais bem desenvolvidas, como empatia, inteligência emocional, negociação, comunicação, escuta ativa, respeito ao próximo e às diferenças, além do pensamento crítico, entre outras”, afirma o especialista.

“A grande questão é que muitos pais acreditam estar fazendo um bom trabalho quando, na verdade, não estão. Nesses casos, as competências necessárias para prover uma boa educação e que garantem também uma relação harmônica entre pais e filhos podem ser aprimoradas, com a ajuda profissional de um psicólogo”, comenta Colombini.

Entre esse conjunto de competências, conforme o especialista, uma das mais importantes é a inteligência emocional, que envolve a auto regulação das emoções, afinal, criar um filho pode ser uma tarefa difícil e, muitas vezes, frustrante. “É muito importante desenvolver a capacidade de lidar bem com as emoções, extraindo o melhor de situações que geram medo, insegurança e estresse, por exemplo”, explica Colombini.

“Dentro desta perspectiva, é fundamental, ainda, que os pais ensinem os filhos a também regularem seus sentimentos, orientando sobre como manejar as emoções, o que envolve encontrar maneiras particulares de expressar os próprios sentimentos e resolver os problemas e conflitos que surgem, de modo ponderado e com serenidade”, diz o fundador da Equipe AT.

“Os pais devem compreender que crianças não têm capacidade de lidar com sentimentos como os adultos, pois ainda estão se desenvolvendo tanto emocionalmente como cognitivamente”, diz. “É essencial que os adultos entendam seu lugar dentro da dinâmica familiar. Deve partir deles manter o equilíbrio emocional para conseguir manter uma relação saudável, mesmo em momentos de extremo estresse”, aconselha Colombini.

Caso haja dificuldades para fazer isso, psicólogos especializados em orientação parental são bons aliados na busca de uma relação mais equilibrada, podendo analisar os padrões de comportamento de uma família e oferecer técnicas e o treinamento necessário para que os adultos tenham maior domínio sobre habilidades educacionais e emocionais.

“Devemos sempre lembrar que na paternidade não existe uma questão de certo ou errado e que a criação de um filho sempre vai ter seus momentos desafiadores, por isso, o apoio de profissionais, justamente, serve para que mesmo em situações delicadas e conflitos os pais consigam se relacionar da melhor forma possível com os filhos”, conclui Colombini.

*Filipe Colombini: psicólogo, fundador e CEO da Equipe AT, em São Paulo (SP). Especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos.

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