BBB 26 será investigado pelo MPF por suspeita de tortura em provas de resistência

Globo diz que participantes têm acompanhamento médico

Por Folha de São Paulo

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Em 2026, o cômodo teve superlotação, com nove pessoas disputando duas vagas para entrar no reality – Foto: Reprodução / Globo

O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar possíveis práticas de tortura e tratamento degradante no reality show Big Brother Brasil 26, exibido pela Globo. A decisão foi assinada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, após representações que apontam riscos à integridade física e psicológica dos participantes.

A apuração teve como um dos pontos de partida relatos de episódios convulsivos enfrentados pelo ator Henri Castelli durante uma prova de resistência. A denúncia afirma que algumas dinâmicas do programa expõem competidores a condições potencialmente prejudiciais à saúde com o objetivo de gerar entretenimento.

Entre os focos da investigação está a dinâmica conhecida como “Quarto Branco”. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos enviou carta ao MPF criticando o quadro e afirmando que o método lembra práticas de tortura associadas ao período da ditadura militar no Brasil.

Na decisão, o procurador afirma que a liberdade de programação das emissoras não autoriza a violação de direitos fundamentais. O MPF solicitou à Globo informações detalhadas sobre as denúncias. A emissora informou que mantém acompanhamento médico permanente e que Castelli, por exemplo, recebeu atendimento e foi levado a unidades de saúde.

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