Após admitir pagamento de R$ 3,6 milhões, candidatura de ACM Neto volta a ser questionada

Por Política ao Vivo

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Foto: Reprodução / Política ao Vivo

A pré-candidatura ao governo da Bahia do ex-prefeito de Salvador ACM Neto voltou a ser colocada em dúvida após ele admitir publicamente ter recebido R$ 3,6 milhões do Banco Master e da empresa Reag. O pagamento, relacionado a um trabalho de consultoria, reacendeu discussões nos bastidores políticos sobre a viabilidade do nome do dirigente do União Brasil para a disputa de 2026.

De acordo com analistas políticos de Brasília, lideranças nacionais do União Brasil, do Progressistas e até do Partido Liberal já passaram a discutir reservadamente a possibilidade de mudança no comando da chapa da oposição na Bahia. A avaliação é de que o episódio pode fragilizar a candidatura em um momento em que a disputa contra o grupo governista já era considerada difícil.

Mesmo após a divulgação de um vídeo nas redes sociais explicando o caso, ainda há questionamentos sobre a consultoria prestada ao banco ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Interlocutores questionam qual foi exatamente o serviço realizado, quais outros clientes foram atendidos pela empresa de ACM Neto e de sua esposa e por que o pagamento ocorreu em dezembro de 2022, logo após o fim das eleições.

Um deputado com trânsito na cúpula do PP afirmou que a situação política de Neto ficou mais delicada, já que ele enfrenta o grupo governista formado por Jerônimo Rodrigues, Rui Costa, Jaques Wagner e Otto Alencar, além da pressão de setores bolsonaristas para que o PL lance um candidato próprio ao governo da Bahia.

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