Senador avalia que Congresso ficou desmoralizado com fotos e mensagens de cunho sexual entre ex-banqueiro e namorada
Painel/Folha de S. Paulo
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demonstrou irritação com a cúpula da CPMI do INSS e reclamou do vazamento de mensagens íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Pessoas próximas ao senador afirmam que, na visão dele, o próprio Congresso ficou desmoralizado com a situação dos últimos dias, quando as conversas entre Vorcaro e a ex-noiva Martha Graeff chegaram ao conhecimento de milhares de brasileiros e viraram piada nas redes sociais.
A vida sexual de Vorcaro (e de alguns amigos políticos) ficou ainda mais exposta depois que a CPMI teve acesso a fotos que estavam armazenadas em equipamentos da marca Apple usados por ele. O conteúdo foi retirado do Congresso por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça na última segunda (16).
Segundo relatos, Alcolumbre tem afirmado que a CPMI virou um espetáculo com interesses meramente eleitoreiros. Tanto o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), como o relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vão disputar as eleições neste ano.
A comissão deve votar o relatório final de Gaspar nesta semana. Alcolumbre ignorou os pedidos de prorrogação. Tampouco houve resposta de Mendonça, acionado pelos parlamentares para obrigar o presidente do Senado a estender o colegiado.
Aberta para investigar os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a CPMI mirou a atuação do Master após a operação que prendeu Vorcaro e passou por diferentes personagens.
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), se tornou um dos principais alvos da oposição pelo contato com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
No mês passado, parlamentares protagonizaram uma briga generalizada depois que Viana anunciou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, ignorando o placar verdadeiro. A quebra foi suspensa pelo ministro do STF Flávio Dino.
O ministro também mandou Viana e o Senado se manifestarem judicialmente sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para a Fundação Oasis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte. O Painel procurou Viana neste domingo (22), mas não conseguiu contato.












