Agora, somente agora

Agora, somente agora, me dei conta das alegrias que deixei de viver por pura bobagem, por “pirraça”, ego elevado, orgulho ferido.

E é bom saber que, não importa o tempo, os recomeços são sempre possíveis, e o nosso barco pode mudar de direção, e está tudo bem.

Agora, somente agora, ouço os sons dos passarinhos, vejo borboletas (mesmo numa cidade de pedra), observo os gestos, vejo botão virando flor e o tilintar no meu beiral toda vez que a chuva cai.

Estou descobrindo o mundo e aprendi a ser livre agora, somente agora, mas as pequenezas que acabo de descobrir já inundaram minha vida inteira.

  • Eunice Ramos

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