ACM Neto trai Flávio Bolsonaro com Caiado e sinaliza que União Brasil vai abandonar aliança com PL

FONTE: Revista Fórum

No primeiro dia das convenções partidárias, Flávio Bolsonaro sofreu um duro baque na Bahia, quarto colégio eleitoral do país, onde Lula venceu o pai dele com 72% dos votos válidos em 2022

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ACM Neto com Flávio e com Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado – 📷 Beto Barata PL / PR

No primeiro dia das convenções partidários, que marcam a oficialização das candidaturas que disputarão as eleições de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu um duro baque com o anúncio de ACM Neto de que irá apoiar Ronaldo Caiado (PSD).

“Eu não tenho outro caminho que não reconhecer uma história de amizade, de parceria e de longa construção política com Ronaldo Caiado. Por isso, essa é a minha posição”, afirmou o ex-prefeito de Salvador, que é pré-candidato ao governo da Bahia.

Primeiro vice-presidente do União Brasil, ACM Neto sinalizou que o União Brasil, que faz parte da federação com o PP de Ciro Nogueira, não fará parte da coligação em torno de Flávio Bolsonaro (PL) e deve liberar os filiados para apoiarem os candidatos que acharem correto.

Embora tenha ressaltado a história de “longa construção política” com Caiado, ACM Neto orbitava em torno do clã Bolsonaro desde 2018, quando Jair Bolsonaro se elegeu Presidente da República.

Um ano depois, o político baiano, que faz parte da longa dinastia Magalhães no Estado, foi afagado por Jair Bolsonaro (PL), que profetizou que ele será presidente do Brasil um dia.

“Eu conheci o velho ACM, um homem forte, combativo, extremamente preocupado para com seu povo da Bahia. Deixou ele na segunda e na próxima geração bons frutos”, elogiou o presidente. “Lá na frente, você (ACM Neto) ocupará um dia a honrosa cadeira que ocupo”, emendou.

Quarto colégio eleitoral do país, com 11.321.005 eleitores, a Bahia foi decisiva para a vitória de Lula, que conquistou 72% dos votos dos baianos, sobre Jair Bolsonaro em 2022.

Flávio Bolsonaro contava com o apoio de ACM Neto e do União Brasil para tentar minimizar o novo estrago no Estado, propagando principalmente a investigação que tragou o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, para o caso Master.

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