Anffa Sindical destaca papel dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários diante dos desafios previstos para 2027.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Responsável por movimentar uma extensa cadeia produtiva, abastecer o mercado interno e colocar o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de proteína animal, a pecuária possui uma forte dependência do sistema de defesa agropecuária para prevenir doenças, fiscalizar produtos de origem animal, certificar mercadorias e assegurar o cumprimento das exigências sanitárias dos mercados compradores.
Neste Dia da Pecuária, celebrado em 14 de outubro, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) chama atenção para a atuação dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários em diferentes etapas dessa cadeia, desde a sanidade dos rebanhos até a inspeção de produtos, a certificação sanitária e a rastreabilidade.
A importância dessa estrutura ganha ainda mais relevância diante das perspectivas para o próximo ano. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção brasileira das três principais proteínas — bovina, suína e de frango — permaneça acima de 34 milhões de toneladas em 2026 e 2027. Nesse cenário, sanidade e rastreabilidade tornam-se também fatores de competitividade.
O próprio Ministério da Agricultura e Pecuária vem avançando na implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), desenvolvido para ampliar a capacidade de rastrear os animais, responder a eventuais focos de doenças e oferecer maiores garantias sanitárias ao mercado interno e aos parceiros comerciais do país.

Para o Auditor Fiscal Federal Agropecuário Henrique Pedro, a fiscalização oficial funciona como uma espécie de garantia por trás de cada produto que chega ao consumidor brasileiro ou atravessa as fronteiras do país.
“Quando falamos em sanidade animal, estamos falando de um trabalho permanente de prevenção. É preciso monitorar riscos, acompanhar os rebanhos, fiscalizar estabelecimentos, verificar o cumprimento das normas e agir rapidamente diante de qualquer suspeita sanitária. Da mesma forma, a inspeção e a rastreabilidade permitem conhecer a origem dos produtos e oferecer as garantias que os consumidores e os mercados internacionais exigem”, afirma Henrique.
Estratégia econômica
O Anffa Sindical avalia que o cenário político e econômico de 2027 aumentará a necessidade de investimentos na defesa agropecuária. Independentemente de qual será o governo, o cenário tende a ampliar a disputa por recursos públicos e a exigir maior capacidade de articulação das diferentes áreas do Estado. Para o Anffa Sindical, a defesa agropecuária precisa estar inserida nesse debate como uma política diretamente associada à segurança alimentar e à manutenção e abertura de mercados internacionais.
“O próximo governo e o novo Congresso terão diante de si escolhas importantes sobre onde investir os recursos públicos. Nossa preocupação é mostrar que defesa agropecuária é investimento estratégico. Um sistema sanitário robusto protege a população, dá segurança ao produtor e sustenta a credibilidade do Brasil diante dos países que compram nossos produtos”, afirma o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo de Macedo.
Para o Anffa Sindical, o Dia da Pecuária também deve servir para lembrar que a segurança sanitária construída pelo país depende de trabalho permanente. Prevenir a entrada ou disseminação de doenças, garantir a qualidade dos alimentos, rastrear animais e produtos e emitir certificações sanitárias são atividades que exigem presença do Estado, pessoal qualificado, tecnologia e planejamento de longo prazo.
“Quanto mais relevante se torna a pecuária brasileira, maior é a responsabilidade de preservar o patrimônio sanitário que permitiu ao país chegar até aqui. Fortalecer a carreira dos AFFAs significa fortalecer uma estrutura que protege simultaneamente o produtor, o consumidor e a economia brasileira”, conclui Janus Pablo.














