Polícia apura série de mortes suspeitas de execução em SP; corpos foram ensacados, decapitados ou queimados

FONTE: Kleber Tomaz, William Santos, Leonardo Pinheiro, g1 SP e TV Globo — São Paulo

Casos foram entre setembro e outubro nas zonas Leste, Sul e Norte. Ao menos 8 vítimas eram homens e 1 mulher.

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Polícia Militar localiza corpo esquartejado em 19 de setembro, na Zona Norte de SP — 📷 Reprodução

A Polícia Civil investiga ao menos nove mortes com características de execução registradas na cidade de São Paulo em um intervalo de aproximadamente 30 dias, entre o início de setembro e o começo de outubro.

Entre os casos há corpos encontrados dentro de sacos, enrolados em cobertores, esquartejados, decapitados, baleados ou queimados. Todos são investigados como homicídio.

Parte das vítimas tinham passagens criminais anteriores, o que reforça a hipótese da polícia de que tenham sido executadas por outros criminosos.

Até o momento, nenhum suspeito pelos crimes foi identificado ou preso.

Secretário descarta ação de ‘serial killer’ em 9 mortes em SP e diz que foram execuções

A equipe de reportagem apurou que o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga quatro casos na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste da capital. Não houve ocorrência desse tipo no Centro.

  • Entre os casos há o de um corpo encontrado totalmente ensacado e amarrado no dia 5 de setembro, no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo.
  • Outro caso é de um corpo achado esquartejado em 19 de setembro, num barranco no Jaçanã, Zona Norte da capital.
  • Em 27 de setembro, uma cabeça foi achada no Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo.

Oito das nove vítimas já foram identificadas. Ao todo, são sete homens e uma mulher.

A polícia apura, entre outras possibilidades, vinganças, justiçamentos, desavenças e se teve envolvimento de integrantes de facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Corpo é encontrado no dia 5 de setembro completamente ensacado e amarrado em rua do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo — 📷 Reprodução/Redes Sociais

Apesar de algumas semelhanças na forma como os cadáveres foram abandonados, a reportagem apurou com policiais que, até agora, nada indica que as vítimas se conhecessem ou que os assassinatos tenham sido cometidos pelos mesmos autores.

Nas redes sociais, há pessoas levantando a hipótese de que as mortes possam ser obra de um “serial killer”. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou, porém, essa possibilidade.

“Está sendo investigado mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes”, disse nesta quarta (7) ao g1 o secretário da SSP, Osvaldo Nico Gonçalves.

O ponto de aproximação entre algumas ocorrências é a maneira como os corpos foram encontrados, dentro de sacos plásticos ou envolvidos em lençóis, cobertores e outros tecidos. Mas os métodos usados para matar as vítimas variam.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil investiga de forma individualizada os casos registrados em diferentes regiões da capital. Até o momento, as apurações não apontam elementos que indiquem ligação entre as ocorrências ou uma mesma autoria”.

Segundo a pasta da Segurança, as equipes do DHPP já trabalham com suspeitos e possíveis motivações nos casos em que as vítimas foram identificadas.

“Entre as linhas investigadas estão, em algumas ocorrências, hipóteses relacionadas a vingança ou justiçamento, além de outras circunstâncias específicas de cada crime”, informa outro trecho do comunicado da SSP.

“Os casos apresentam dinâmicas, locais e métodos distintos. O uso de sacos plásticos ou tecido em alguns casos, isoladamente, não indica ligação entre os crimes e pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos”, continua a nota da Segurança.

Todos os casos têm inquéritos policiais instaurados e continuam sob investigação.

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