Operação prende 9 pessoas e aponta esquema que movimentava toneladas de cocaína por mês na Bahia

FONTE: g1 BA e TV Bahia

Investigação identificou uso de galpões, imóveis e veículos alugados para armazenar e transportar drogas. Ação bloqueou até R$ 25 milhões.

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Operação mira grupo suspeito de trazer grandes cargas de drogas do Paraguai para a Bahia — 📷 Polícia Civil

Nove pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil da Bahia contra um grupo suspeito de transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de cocaína no estado. A Operação Leakage foi deflagrada na madrugada desta quarta-feira (7) e cumpriu 37 mandados de busca e apreensão em Salvador, cidades da região metropolitana, Feira de Santana e Cascavel, no Paraná.

As nove prisões aconteceram na Bahia. Oito suspeitos tiveram prisões preventivas cumpridas e um foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

A TV Bahia apurou que uma das presas é Malena Santos de Moura, farmacêutica que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce. Ela foi presa ao chegar ao local para trabalhar.

  • Gabriela Costa de Oliveira: chefe local do grupo;
  • Luís Paulo do Sacramento Palma: articulador logístico;
  • Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como “Léo Gamboa”: chefe local do grupo;
  • Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como “PZ”: auxiliar de logística;
  • Luciano Santos da Silva: chefe local do grupo;
  • Adailton Souza dos Santos, conhecido como “Bob”: controle de estoque;
  • Douglas Araújo de Oliveira, conhecido como “DG”: gerente e negociador;
  • Malena Santos de Moura: guardava e vendia drogas;
  • Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior (preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo): chefe local do grupo.

Em nota, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) informou que a instituição segue à disposição das autoridades para oferecer todas as informações que forem necessárias.

Cerca de 130 policiais participaram da operação. Em Salvador, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas. Também houve ações em Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, e em Cascavel, no Paraná.

Segundo as investigações, o grupo era responsável por uma estrutura de transporte, armazenamento e distribuição de grandes carregamentos de cocaína. A droga era comprada em grandes quantidades no Paraguai e levada para o Paraná. De lá, os entorpecentes seguiam para Salvador e cidades do interior da Bahia.

A apuração aponta que toneladas de cocaína eram movimentadas mensalmente pelo grupo. A droga seria distribuída para diferentes organizações criminosas.

Dois homens presos na operação são apontados como responsáveis pelo recebimento dos carregamentos e pela distribuição dos entorpecentes para diferentes pontos.

Para armazenar as drogas, o grupo utilizava galpões. Os investigadores também identificaram uma estratégia para dificultar o rastreamento dos integrantes e da estrutura usada no tráfico: o aluguel de dezenas de imóveis e veículos.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam temporariamente casas e carros, o que dificultava a identificação dos locais e veículos ligados ao esquema.

Os investigadores também apreenderam drogas sintéticas, armas, balanças de precisão, uma máquina de contar dinheiro, celulares e outros equipamentos eletrônicos durante o cumprimento dos mandados.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens relacionados aos investigados. Outros 11 veículos também foram bloqueados por suspeita de ligação com o transporte e a distribuição das drogas.

As investigações identificaram ainda grupos que teriam surgido a partir da organização investigada e pessoas responsáveis por receber e distribuir os entorpecentes em diferentes cidades baianas.

Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil encontrou indícios de envolvimento de integrantes do grupo com o comércio ilegal de armas de fogo.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e identificar outras pessoas que possam fazer parte da rede.

A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e de equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.

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