Desemprego até agosto fica em 5,3% e população ocupada é a maior da série histórica, aponta IBGE

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Taxa de desemprego no Brasil no trimestre de junho a agosto de 2026 ficou em 5,3% – 📷 Márcio Fernandes/Estadão

A taxa de desemprego no Brasil no trimestre de junho a agosto de 2026 ficou em 5,3%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (29). É a menor taxa para o período desde 2012, ano em que começou a série histórica da pesquisa.

O resultado é 0,3 ponto percentual (p.p.) menor do que no trimestre móvel encerrado em maio (5,6%) e está 0,3 p.p. abaixo ante igual trimestre de 2025 (5,6%). No trimestre encerrado em julho de 2026, a taxa de desocupação já estava em 5,3%.

O resultado veio em linha com a pesquisa Projeções Broadcast. A mediana das estimativas do mercado apontava estabilidade da taxa de desemprego em 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto, mesma variação registrada no trimestre móvel encerrado em julho. As projeções variavam de 5,2% a 5,6%.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, observou que o trimestre costuma refletir um aumento na ocupação por fatores sazonais, como aumento nas contratações da indústria e do comércio. As exceções, explicou, foram o período da pandemia e da recessão (2014-2015).

Kratochwill acrescentou que o nível de desemprego encontra-se próximo ao menor nível de toda a série histórica do IBGE, o que faz com que as reduções sejam menores. “Não podemos falar em perda de fôlego porque a taxa está em ponto muito baixo, próximo ao recorde de todas as séries. As reduções tendem a ser menores porque estamos num limite para variações maiores que isso. Teria que haver um esforço muito grande da economia”, disse.

O técnico também chamou atenção para o contingente da população desocupada. De junho a agosto, foram 5,8 milhões de pessoas nessa situação, a menor desde o trimestre encerrado em novembro de 2025 (5,6 milhões). Segundo Kratochwill, isso mostra que o “grande motor” da taxa de desocupação foi o aumento das contratações e da entrada de pessoas no mercado de trabalho como empregadores ou trabalhadores por conta própria.

“Quando alguém entra no mercado, pode vir de três origens: da desocupação, de fora da força (os potenciais trabalhadores) ou já ingressar diretamente trabalhando. Neste trimestre, mais gente passou a trabalhar do que gente entrou na desocupação ou saiu para fora da força de trabalho”, afirmou.

O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. O resultado representa alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 385,6 bilhões no trimestre até agosto, alta de 4,8% ante igual período do ano anterior.

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