Sargento da PM e servidores do Detran são presos em operação contra fraude de veículos na Bahia

FONTE: g1 BA

Investigação aponta que servidores do Detran-BA ajudavam a dar aparência legal a veículos com documentos clonados. Mandados foram cumpridos na Bahia e no Ceará.

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Imagem ilustrativa – 📷 Polícia Civil da Bahia

Quatro pessoas foram presas nesta terça-feira (1º) durante uma operação que investiga um esquema de fraude em registros e transferências de veículos na Bahia.

Segundo a Polícia Civil, entre os presos estão um sargento da Polícia Militar que, na época investigada, trabalhava cedido ao Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) e dois servidores comissionados que ocupavam cargos de chefia na unidade do órgão em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

A polícia informou que três pessoas foram presas em Madre de Deus e uma em Simões Filho. Os nomes delas não foram divulgados.

Um dos presos é parente de um dos investigados. Na casa dele, durante o cumprimento de um dos mandados, os policiais encontraram uma arma de fogo irregular. Por isso, ele também foi preso em flagrante.

A Operação Giratina também cumpriu dez mandados de busca e apreensão em cidades baianas e outros quatro no Ceará.

As ações ocorreram em Simões Filho, Madre de Deus, Camaçari e Lauro de Freitas, além de endereços ligados a uma empresa e a pessoas investigadas no Ceará.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou depois que o próprio Detran-BA comunicou suspeitas identificadas durante procedimentos internos na unidade de Simões Filho.

A investigação apontou que carros de empresas verdadeiras, registrados em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, eram usados como base para criar registros falsos na Bahia.

Para isso, os suspeitos apresentavam documentos falsificados, realizavam ou validavam vistorias e inseriam informações no sistema nacional de registro de veículos, o Renavam. Também eram emitidos documentos necessários para formalizar as transferências.

A participação de servidores do Detran-BA em etapas como vistoria, conferência de documentos e emissão dos registros é investigada como uma forma de fazer com que os veículos fraudulentos parecessem regulares.

Depois de registrados na Bahia, os veículos eram usados, em poucos dias, para conseguir financiamentos junto a empresas do Ceará.

A suspeita é de que os bancos e financeiras liberavam o crédito usando os veículos como garantia sem saber que os documentos haviam sido fraudados. Os carros, na realidade, pertenciam a empresas que não tinham conhecimento das operações.

Durante a operação, foram apreendidos uma pistola, um revólver, celulares e documentos que devem ser analisados pelos investigadores.

A apuração ainda investiga a possível participação de outras pessoas e a prática de crimes em diferentes estados.

Os investigados são suspeitos de crimes como inserção de informações falsas em sistemas, falsidade ideológica, corrupção e associação criminosa.

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