Mandados de prisão e buscas foram cumpridos em Salvador e outras cidades do estado nesta quinta-feira (27).
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
📲 Siga o canal do BEC no WhatsApp

Quinze pessoas foram presas em uma operação policial contra estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abusos nesta quinta-feira (27), em Salvador. Entre os alvos da operação estão dois jornalistas, um policial militar aposentado e um médico urologista.
As prisões foram cumpridas na capital baiana. Um dos detidos é um policial da reserva identificado como Genaldo Santos de Oliveira, suspeito de cometer abusos contra cinco vítimas.
Os jornalistas presos foram identificados como Lucas Vinícius Santos da Conceição e Marcos Paulo Silva Acácio. Segundo apurações, Lucas Vinícius trabalhava na assessoria de comunicação de uma ONG ligada a crianças e adolescentes.
Os outros presos nesta quinta-feira foram identificados como Ricardo Paixão Melquíades, Lucas Alves Rocha, Danilo Souza Lima e Jeferson Dias Santos. As profissões desses suspeitos e os detalhes sobre as investigações não foram divulgados.
Segundo a polícia, as prisões aconteceram em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, Paulo Afonso, Ibipitanga, Muniz Ferreira, Vitória da Conquista, Poções, Esplanada e Conceição do Coité. O g1 tenta apurar os nomes dos outros oito presos.
Além das prisões, o urologista Samuel Juncal teve mandado de busca e apreensão cumprido no apartamento onde vive, na Ladeira da Barra, área nobre da cidade. Não foram divulgados mais detalhes sobre as investigações acerca do médico, mas ele nega “qualquer vinculação a condutas ilícitas”.
Diante da operação policial, o médico foi afastado das atividades no Hospital Aliança, na capital. (Veja o que dizem a defesa do médico e do hospital ao final do texto)
Conforme a Polícia Civil, ao todo foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. Mandados de prisão e de busca e apreensão também foram cumpridos nas cidades de Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité.
Entre os materiais apreendidos estão armas, munições e dispositivos eletrônicos. Todo o material apreendido passará por análise para a identificação de possíveis registros de crimes, outras vítimas ou a eventual participação de outros envolvidos.
A Operação Brilho do Amanhã é uma ação permanente da Polícia Civil da Bahia, coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).
O que diz a defesa do médico
“A assessoria de comunicação e a defesa técnica do médico Samuel Juncal vêm a público esclarecer que as notícias veiculadas nesta quinta-feira (27) decorrem de uma acusação infundada e caluniosa, repudiando com veemência qualquer vinculação a condutas ilícitas.
O profissional reafirma categoricamente a sua total inocência, o que será comprovado no decorrer da investigação.
Desde o início da investigação, o médico vem mantendo uma postura de colaboração irrestrita e transparente com as autoridades e com o Poder Judiciário para que a verdade seja restabelecida com a máxima celeridade.
Ressalta-se que o procedimento tramita sob estrito segredo de justiça para resguardar a intimidade e a integridade de menores, de modo que a espetacularização e o vazamento de informações afrontam diretamente as garantias legais previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A defesa ressalta, ainda, que a medida de busca e apreensão realizada nesta manhã revelou-se totalmente desnecessária e desproporcional, visto que o médico sempre colaborou com os órgãos investigativos, tendo se colocado expressamente à disposição das autoridades policiais.
Nesse sentido, nos dias 12, 17 e 20 de agosto, foram indicadas à Delegacia de Polícia testemunhas que podem atestar a sua inocência, além de terem sido preservadas as mensagens de celular do médico e de sua família, conteúdo que provará a falsidade da acusação que desencadeou a descabida operação policial”.
Nota de posicionamento do hospital onde ele trabalhava
O Hospital Aliança informa que, após tomar conhecimento das acusações ao Dr. Samuel Juncal por meio da imprensa, decidiu pelo afastamento preventivo do médico, enquanto são realizadas as devidas apurações.















