Guerra de Espadas não voltará em 2026: regulamentação avança, mas evento segue sem autorização

Instituições destacam conquistas históricas no processo de regularização, porém certificações e autorizações exigidas não ficarão prontas a tempo para o São João deste ano

Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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A tão aguardada retomada da Guerra de Espadas de Senhor do Bonfim não acontecerá em 2026. A informação foi confirmada por meio de uma nota oficial divulgada pela Associação Cultural dos Espadeiros de Senhor do Bonfim (ACESB), em conjunto com o Ministério Público da Bahia, Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Polícia Militar e Polícia Civil.

Segundo o documento, o processo de regulamentação da tradicional manifestação cultural registrou avanços importantes nos últimos meses, resultado de um amplo diálogo entre instituições públicas, órgãos de justiça, forças de segurança e representantes da comunidade espadeira.

Entre os principais marcos está a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no final de 2025, que estabeleceu critérios e procedimentos para viabilizar a regulamentação da Guerra de Espadas dentro das exigências legais e de segurança.

A nota destaca ainda que já foram definidos o espaço destinado ao evento, protocolos de segurança, medidas de proteção para participantes e espectadores, além da aprovação de uma lei municipal que autoriza o apoio institucional da Prefeitura ao processo de regulamentação.

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Outro avanço citado foi a parceria firmada com fabricantes de fogos de artifício de Santo Antônio do Monte (MG) e com o SENAI de Minas Gerais para o desenvolvimento e certificação do artefato utilizado na tradição.

Apesar dos progressos, as instituições explicam que o processo de certificação depende de análises técnicas, testes, validações e autorizações sob fiscalização do Exército Brasileiro, etapas que possuem prazos próprios e não poderão ser concluídas antes do dia 23 de junho deste ano.

Dessa forma, permanecem em vigor todas as normas legais atualmente aplicáveis à fabricação, comercialização, transporte e utilização das espadas juninas.

As entidades reafirmaram o compromisso de continuar trabalhando de forma integrada para concluir o processo de certificação e regulamentação, com o objetivo de garantir que a Guerra de Espadas possa ser preservada futuramente de forma segura, legalizada e juridicamente amparada.

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