Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete mundial, aos 68 anos

Família confirmou morte de ex-jogador, um dos maiores nomes da história do esporte, nesta sexta-feira (17)

Por Gabriela Antualpa/Quem

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Oscar Schmidt — Foto Divulgação / TV Globo

Lenda do basquete mundial, Oscar Schmidt morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17). A morte do ex-atleta, que deixou esposa e dois filhos, foi confirmada em um comunicado da família. O irmão do apresentador Tadeu Schmidt passou mal em sua casa, na cidade de Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo.

O Corpo de Bombeiros de Santana do Parnaíba informou à reportagem da Quem que recebeu um chamado para atendimento, por volta das 13h – o ex-atleta, que jogou pela Seleção Brasileira de Basquete e em times como Flamengo e Palmeiras, estava em parada cardiorrespiratória, chegando ao Hospital Municipal Santa Ana sem vida.

Segundo a nota, o velório de Oscar será reservado aos familiares “em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, disse a nota.

“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”, apontou.

“Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”.

Oscar Schmidt — Foto: Reprodução/Instagram

Considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial, Oscar iniciou sua trajetória ainda jovem. Aos 16 anos, mudou-se para São Paulo para atuar nas categorias de base do Palmeiras, onde rapidamente se destacou e passou a integrar a seleção brasileira. Em 1979, já defendendo o Sírio, conquistou o mundial interclubes e, no ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou.

Ao longo da carreira, brilhou também no exterior, com destaque para mais de uma década pelo basquete italiano, onde se consolidou como um dos principais cestinhas da Europa. De volta ao Brasil nos anos 1990, vestiu camisas como a do Corinthians e do Flamengo, clube pelo qual atingiu uma de suas marcas mais emblemáticas: tornou-se o maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos.

Pela seleção brasileira, disputou cinco Olimpíadas e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Ele já enfrentou até a Seleção dos EUA na época do Dream Team – com Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird – em 1992, marcando 24 pontos, um recorde naquele jogo.

Antes, tinha feito história para o Brasil, ao liderar a vitória da Seleção contra os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-americanos de Indianápolis, em 1987. O Brasil venceu por 120 x 115, na primeira vez que os americanos perderam em casa, quando sofreram mais de cem pontos diante de sua torcida após 34 jogos de invencibilidade – algo impensável até então, e uma medalha de ouro inesquecível para o Brasil.

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