Trio elétrico é reconhecido como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico de Salvador

Lei reconhece importância do equipamento para a cultura da capital baiana

Por g1 BA

>> Siga o canal do BEC no WhatsApp

Trio elétrico no carnaval de Salvador — Foto: Rhafael Padilha / Ag. FPontes

O trio elétrico foi reconhecido como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico da cidade de Salvador. A medida foi sancionada pelo prefeito Bruno Reis e publicada no Diário Oficial do Município (DOM), nesta sexta-feira (6).

De acordo com o texto, fica oficialmente reconhecida a importância do trio elétrico para a cultura e a história da capital baiana.

A lei determina ainda que o órgão municipal responsável pela proteção do patrimônio cultural adote as medidas necessárias para garantir o cumprimento da norma.

O documento foi assinado na quarta-feira (4) pelo prefeito e pelos secretários municipais Carlos Felipe Vazquez de Souza Leão e Ana Paula Andrade Matos Moreira.

Criado na década de 1950 por Dodô e Osmar Macedo, o trio elétrico se consolidou como um dos principais símbolos culturais da cidade e é um dos elementos mais marcantes do carnaval de Salvador, festa que reúne milhões de foliões todos os anos nas ruas da capital baiana.

O nome “trio” foi associado ao fato de que três pessoas faziam o som: a própria dupla criadora e o músico Temístocles Aragão. Já o “elétrico” surgiu da busca de querer amplificar o som dos instrumentos.

O primeiro desfile foi na fobica, um carro aberto com um potente equipamento de som e um tipo de palco montado em um plano superior. No segundo ano, Dodô e Osmar levaram seus equipamentos para uma caminhonete.

Depois da caminhonete, o trio elétrico evoluiu para o caminhão, em meados da década de 1970.

Na década de 1950, Dodô e Osmar em cima de um caminhão já com o nome do grupo de ‘Trio Elétrico’ — Foto: Família Macedo / Arquivo Pessoal

Veja também