Quando escolhemos a paz, deixamos que a vida faça o que a vingança nunca consegue.
Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Há momentos em que a dor grita por resposta, em que a injustiça sofrida parece exigir troco imediato. O impulso de revidar nasce forte, quase irresistível. Mas a maturidade espiritual e emocional nos ensina algo precioso: nem toda batalha precisa ser travada com as mesmas armas que nos feriram.
Não se vingue. Não pague na mesma moeda. Quem vive reagindo ao mal acaba se tornando prisioneiro dele. A vingança até pode oferecer uma sensação passageira de alívio, mas logo se transforma em peso. Um peso que se carrega no silêncio da madrugada, quando o mundo dorme e a consciência desperta.
O mundo não esquece atitudes desprezíveis. Mais cedo ou mais tarde, cada gesto encontra seu reflexo. Alguns enfrentam suas escolhas em lágrimas escondidas no travesseiro. Outros vestem sorrisos falsos durante o dia para disfarçar a tempestade que ruge por dentro. O mal praticado não precisa de plateia para cobrar a conta — ele se manifesta na inquietação, na culpa, no vazio que nenhuma aparência consegue preencher.
Quem escolhe o caminho da dignidade dorme com o coração leve. Pode até carregar cicatrizes, mas não carrega remorso. A consciência tranquila é um travesseiro macio, e a paz interior vale mais do que qualquer vitória momentânea obtida pela revanche.
Responder com caráter é um ato de coragem. É decidir não permitir que a atitude de alguém determine quem você é. É provar que sua essência é maior do que a ofensa recebida.
Siga em frente. Faça o bem. Preserve sua alma. Porque no final das contas, a maior justiça é continuar inteiro, enquanto a vida se encarrega de ensinar aquilo que você escolheu não revidar.












