Ana Clara Apolinário da Silva concilia estudos, trabalho e sonhos, e inspira sua comunidade com trajetória marcada por esforço e determinação.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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A história da jovem Ana Clara Apolinário da Silva, nascida e criada na Comunidade Quilombola de Tijuaçu, interior de Senhor do Bonfim, é um retrato vivo de determinação, coragem e vontade de vencer. Mesmo diante das dificuldades, ela nunca se acomodou nem se deixou abater pelas circunstâncias. Pelo contrário: transformou cada desafio em combustível para seguir em frente.
Ao lado da mãe, Dona Francineide Rodrigues da Silva — conhecida carinhosamente como “Neidinha do Popota” —, Ana Clara ajuda diariamente na preparação e venda do vatapá e do famoso acarajé considerado por muitos como o melhor da região. O tabuleiro fica no centro de Tijuaçu, na praça principal, em frente ao Bar do Pereira, ponto tradicional da comunidade.
Entre uma venda e outra, a jovem nunca deixou de priorizar os estudos. Aluna dedicada do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), campus de Senhor do Bonfim, Ana Clara já realizou estágio na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), experiência que reforçou ainda mais seu interesse pela área rural e pelo desenvolvimento agrícola.

Agora, a quilombola comemora mais uma grande conquista: foi aprovada em primeiro lugar na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no curso de Agronomia, realizando um sonho cultivado desde a infância.
Para seus padrinhos, Ailton Rodrigues e Carla Jerônimo, a vitória é resultado de uma base familiar sólida e de muito sacrifício.
“Parabéns a Ana Clara, à sua mãe Neidinha e a toda a família de seu Popota pela educação de berço que deram a esta garota. Hoje fazem das tripas coração para bancar seus estudos fora do quilombo, e temos fé que, num futuro próximo, ela poderá compartilhar com a comunidade tudo o que aprender no curso de Agronomia”, destacaram.
A trajetória de Ana Clara ultrapassa a esfera pessoal e se transforma em símbolo de esperança para outros jovens da comunidade quilombola de Tijuaçu. Sua história mostra que, com trabalho, apoio familiar e persistência, é possível romper barreiras e construir novos caminhos — sem jamais esquecer as próprias raízes.
Com informações de Carlos de Tijuaçu












