As raízes invisíveis da vida

Nem todo tempo é de florescer — alguns existem para nos fortalecer por dentro.

Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Imagem: Pinterest

Ter raízes faz com que suportemos os momentos em que não damos flores e frutos.

Há períodos em que a vida parece silenciosa demais. Os dias passam sem grandes conquistas, os sonhos parecem suspensos no ar e a sensação é de que nada está acontecendo. É justamente nesses momentos que as raízes fazem o seu trabalho mais importante.

Raízes crescem no escuro. Ninguém as aplaude, ninguém as vê, mas são elas que sustentam a árvore quando o vento chega e quando o solo se torna duro. Assim também somos nós: há fases em que não exibimos flores nem colhemos frutos, mas estamos nos aprofundando, aprendendo, criando resistência e maturidade.

Vivemos em um tempo que valoriza apenas o que aparece — resultados rápidos, vitórias públicas, sorrisos prontos para fotos. Esquecemos que toda vida saudável precisa de temporadas subterrâneas, onde a paciência é cultivada, a fé é testada e a identidade é reforçada. É ali que deixamos de depender apenas das circunstâncias e passamos a nos firmar em quem somos.

Ter raízes é saber permanecer quando tudo parece estéril. É continuar cuidando do solo do coração mesmo quando não há sinais imediatos de colheita. É confiar que o que está sendo construído por dentro será, mais cedo ou mais tarde, revelado por fora.

Se hoje você se sente em uma estação de espera, não se apresse em se comparar com quem está florescendo agora. Cada árvore tem seu tempo, cada história tem seu ritmo. Talvez este não seja o momento de exibir frutos, mas de aprofundar a alma, fortalecer convicções e aprender a suportar os ventos sem tombar.

As flores voltam. Os frutos chegam. Mas só permanecem de pé aqueles que, nos dias silenciosos, cuidaram bem das próprias raízes.

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