Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
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Dói colocar um ponto final. Mas é sempre preferível concluir histórias falidas a continuar vivendo algo que não nos faz feliz de verdade, apenas pela esperança de que um dia o enredo possa mudar. Porque algumas histórias não mudam. E então nós precisamos ter a coragem de mais do que virar a página, trocar de livro.
A gente as vezes posterga finais necessários. Porque custamos a acreditar que algumas histórias não terão o final que gostaríamos. Por isso nunca é fácil encerrar um ciclo, nunca é fácil entender que um vínculo com alguém terminou, que uma fase da nossa vida se fechou. Dói admitir o final e assusta a incerteza do recomeço.
Mas é isso que nos cura. Pois ninguém pode se curar permanecendo no mesmo lugar e ao lado da mesma pessoa que lhe fez adoecer. A cura exige um processo de afastamento, de desintoxicação, de eliminação do que não é necessário e de abertura para o novo.
Um ponto final dói, mas a vivência de uma história que não nos faz feliz dói muito mais. É a contínua dor de uma esperança ilusória que nos fere no presente em nome de um amanhã melhor que provavelmente nunca virá. Temos que admitir. Certos enredos a gente já conhece. Certas histórias a gente sabe onde vai dar.
Certos personagens da nossa vida nós já temos ciência do que podem nos oferecer. Tem momentos que tudo o que precisamos é da ousadia de trocar o conhecido por outras histórias. Histórias imprevisíveis, mas libertadoras.
Porque todo mundo pode escrever um novo capítulo, desde que nunca esqueça de pôr os pontos finais certos em histórias que já tiveram o seu final!
Alexandro Gruber












