6 cuidados para prevenir conjuntivites no verão

FONTE: Sig Eikmeier

Neste período de férias e calor, o maior número de pessoas em praias, parques e clubes facilita a transmissão da infecção ocular

Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

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Foto: Freepik

Bastante comuns nesta época do ano, as conjuntivites virais são altamente contagiosas e se disseminam rapidamente em locais com aglomerações. O período de férias escolares e o clima do verão são um convite para as atividades ao ar livre e os passeios em família, aumentando a concentração de pessoas em praias, parques e clubes.

A Dra. Camila Moraes, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE, explica que “a conjuntivite viral é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Causada por vírus, geralmente o adenovírus, a doença ocular é facilmente transmitida pelo contato com secreções ou objetos contaminados”.

“Em grande parte dos casos, a conjuntivite viral está associada a quadros de resfriado e a pessoa pode ter febre, dor de garganta e sensação de corpo estranho. Nos olhos, os sintomas são vermelhidão, sensação de areia, coceira intensa, lacrimejamento, secreção esbranquiçada e sensibilidade à luz. Quando este quadro persiste ou vem acompanhado de dor ocular, é fundamental consultar um especialista”, afirma a médica.

  • lavar as mãos com frequência;
  • evitar coçar os olhos;
  • não compartilhar toalhas ou objetos de uso pessoal;
  • utilizar óculos de sol em ambientes externos;
  • retirar corretamente a maquiagem antes de dormir;
  • não mergulhar com lentes de contato, pois o dispositivo pode facilitar a aderência de microrganismos presentes na água e contaminar o olho.

De acordo com a Dra. Camila Moraes, “o uso de óculos de mergulho não elimina totalmente o risco de conjuntivite, pois a água pode estar contaminada por vírus, fungos ou bactérias. Outro cuidado é com as irritações oculares causadas pelo cloro, areia ou sal. O ideal é lavar as mãos e o rosto após o banho de mar ou piscina e nunca se automedicar, caso surja algum sintoma”.

Além da conjuntivite viral, outra potencialmente contagiosa é a bacteriana, que provoca sintomas parecidos, mas com uma secreção mais amarelada e abundante. A doença ocular também pode ser consequência de infecções de ouvido ou garganta, quando a bactéria se espalha para os olhos, ou estar relacionada a um quadro de baixa imunidade. Outro tipo é a conjuntivite alérgica, que não é transmissível e afeta principalmente pessoas com tendência a apresentar alergias.

O tratamento da conjuntivite varia de acordo com a causa e pode envolver o uso de colírios antibióticos, corticoides ou antialérgicos, além de compressas frias para alívio dos sintomas. “É importante a pessoa não utilizar receitas antigas ou colírios que tenham sido abertos há muito tempo, mas buscar a orientação de um especialista para receber as orientações corretas”, alerta a Dra. Camila Moraes.

Com os cuidados adequados, as crianças poderão aproveitar as férias para encontrar os amigos, brincar e interagir com a natureza, sem o risco de contratempos com a saúde ocular. Para os adultos, estes momentos de lazer são uma oportunidade para relaxar e renovar as energias, antes de retomar a rotina corrida do dia a dia.

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