Cantora ficou 68 dias nos Estados Unidos, onde se submeteu a um tratamento experimental contra o câncer.
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC

A coluna Entretê do Portal Terra conversou com uma pessoa próxima de Preta Gil, que morreu aos 50 anos neste domingo (20), de complicações de câncer.
Nos Estados Unidos desde 13 de maio, a cantora manifestou a vontade de antecipar sua volta ao Brasil — prevista apenas para agosto — depois que seu quadro de saúde piorou na semana passada.
Ela queria se despedir de pessoas amadas que não puderam viajar a Nova York para visitá-la. Tinha consciência da proximidade do fim. Um dos entes que não conseguiu vê-la na reta final é sua mãe, Sandra Gadelha, que se divide entre Rio e Salvador.
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Em nota, Gilberto Gil diz que família cuida da repatriação do corpo de Preta
O cantor e compositor Gilberto Gil divulgou, nas redes sociais, na noite deste domingo (20), que a família está organizando a repatriação do corpo da filha, Preta Gil.
A artista morreu em Nova York, mais cedo, em decorrência de complicações de um câncer no intestino. A informação foi confirmada pela assessoria dela.
Ainda no posicionamento, Gilberto Gil pediu compreensão nesse “momento difícil” em que a família atravessa. “Assim que possível, divulgaremos informações sobre as despedidas”, escreveu. Leia nota na íntegra abaixo:

Morre Preta Gil
A cantora Preta Gil morreu aos 50 anos. A artista estava nos Estados Unidos fazendo um tratamento experimental contra o câncer de intestino que ela tratava desde janeiro de 2023.
Após o tratamento inicial no Brasil com quimioterapia e radioterapia, e uma cirurgia para remoção de tumores em agosto de 2024, o câncer retornou em outras regiões do corpo, levando à retomada de intervenções médicas.
Nos EUA, a artista continuou seu tratamento contra o câncer, com foco em terapias experimentais. Ela estava hospedada em Nova York e viajava para Washington para receber o tratamento em um centro médico especializado.

Filha de Gilberto Gil, sobrinha de Caetano Veloso, afilhada de Gal Costa, Preta Gil deixou a carreira de produtora e publicitária e decidiu pela carreira de cantora aos 29 anos, quando lançou seu primeiro álbum. “Prêt-à Porter” traz o hit “Sinais de Fogo”, uma composição de Ana Carolina feita especialmente para amiga Preta. Além disso, o disco recebeu críticas por ter a cantora nua na capa.
“Eu lembro que fui mostrar para o meu pai e ele falou: ‘Desnecessário, Preta’. Aquilo foi uma confusão na minha cabeça. Mas meu pai é um sábio. Ele sabia exatamente o que eu ia passar depois. Eu lancei o disco achando que estava abafando, mas veio uma enxurrada de muitas críticas na época. De muito conservadorismo”, disse Preta em entrevista a Pedro Bial.
O segundo álbum de Preta Gil, intitulado “Preta”, foi lançado em setembro de 2005 e tinha as músicas “Muito Perigoso” e “Eu e você, você e eu”. Em 2010, a cantora lançou seu terceiro álbum, o “Noite Preta”, festa com que percorreu o Brasil inteiro por sete anos.

Após o sucesso da turnê, Preta criou o show “Baile da Preta”, com um repertório diverso. “O Baile da Preta retrata a minha personalidade musical, meu ecletismo, meu gosto e meu respeito pela MPB, que para mim, abrange desde Caetano Veloso e Gilberto Gil até Aviões do Forró e Psirico”, explica a cantora em seu site oficial.
No mesmo ano, Preta estreou o programa de televisão “Vai e vem”. Tendo um elevador como cenário, Petra recebia convidados para falar sobre sexo. “Queria que fosse um programa sem vulgaridade, com inteligência, com humor”, contou Preta em entrevista a Jô Soares.
Em 2012, Preta lançou “Sou como Sou”, pela gravadora DGE Entertainment, com músicas “Mulher Carioca” e “Relax”.
Para celebrar seus dez anos de carreira, Preta Gil gravou o DVD “Bloco da Preta”. Com mix de ritmos brasileiros que ia do pop ao sertanejo, passando pelo funk, axé, pagode e samba, Preta cantou acompanhada dos ritmistas da bateria “Black Power”, além de ter participações de Lulu Santos, Ivete Sangalo, Anitta, Israel Novaes e Thiaguinho.
Preta também foi a responsável por criar um dos maiores blocos da história do carnaval carioca. Em 2010, o “Bloco da Preta” desfilou pela primeira vez e, em 2017, ela conseguiu “arrastar” mais de 500 mil foliões pelas ruas do Centro do Rio com uma homenagem a Chacrinha.