Davi Alcolumbre declarou que “é fundamental separar questão política da questão jurídica”
Blog do Eloilton Cajuhy – BEC
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que é fundamental separar as questões políticas das jurídicas numa referência à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e 33 pessoas, incluindo militares, por tentativa de golpe de Estado. Alcolumbre afirmou que caberá agora ao Supremo Tribunal Federal se manifestar sobre o assunto. Ele declarou que os investigados terão o amplo direito de defesa e ao contraditório.
“Separar as questões políticas das questões jurídicas é fundamental. O que nós tivemos pela Procuradoria-geral da República foi uma denúncia que está sendo tratada no âmbito do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal, das autoridades competentes em relação a esse processamento dessa questão jurídica, desse imbróglio. Acho que nós podemos muito bem separar o que é questão política, o que é questão institucional do que é questão jurídica”, disse Alcolumbre.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, minimizou a denúncia da PGR e voltou a criticar a conduta do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
“Uma denúncia completamente absurda, um grande circo que foi feito, foi um copia e cola do que o Cid colocou no papel nas suas “transdelações” porque o que ele fez não foi delação, foi uma coação para ele botar no papel o que os seus acusadores queriam. Eu fico muito triste pelo Cid por ter sido ali forçado a fazer isso. Obviamente, não foi algo que ele botou no papel de forma voluntária, ele próprio disse que nunca usou a palavra golpe e a palavra golpe a todo momento aparece em relatório dos inquéritos da Polícia Federal”, falou o filho do ex-presidente.
Já o senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, avalia que as votações no Congresso Nacional não deverão ficar comprometidas com os desdobramentos da apresentação da denúncia contra Bolsonaro.
“Na verdade, isso é uma questão que está afeita à justiça. Obviamente que aqui nós vamos ter debates, enfrentamentos, discussões porque afinal de contas essa aqui é uma casa política. Mas eu não vejo porque razão isso de alguma maneira, de alguma forma, possa comprometer o processo legislativo aqui até porque nós não temos, nem governo, nem a base do governo aqui no Parlamento, condição de interferir nos procedimentos que a justiça vai adotar e está adotando”.
O presidente do Senado declarou ainda que a proposta de uma anistia para todos os envolvidos com os atos do 8 de janeiro não é um assunto dos brasileiros numa referência ao compromisso de votar projetos de interesse do País. Aliados de Bolsonaro se articulam para aprovar esse perdão na Câmara dos Deputados.