Governo federal anuncia 4,4 mil vagas em concursos públicos neste ano

Segundo ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, seleções serão para 20 órgãos.

Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília

Ministra Esther Dweck – Foto: Valter Campanato/Agência-Brasil

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, anunciou nesta sexta-feira (16), a autorização para a realização de novos concursos públicos no governo federal. Ao todo, serão criadas 4.436 vagas, para preencher os quadros de 20 órgãos federais (veja lista abaixo).

Em coletiva à imprensa, a ministra disse acreditar que, com uma “força-tarefa” dos ministérios, será possível nomear os aprovados nos concursos ainda este ano.

Enquanto Esther fazia o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para “cobrar” por mais cargos nas áreas de meio ambiente e assistência social, que devem ser transversais — quando o concurso vai preencher vagas em mais de um ministério.

“Eu expliquei pra ele que no caso do Meio Ambiente tanto ICMBio e Ibama têm concurso em vigor. E no caso das áreas sociais é o próximo que vai sair, com um quantitativo maior até do que o quantitativa das demais carreiras transversais. Falei pra ele que a gente vai soltar, provavelmente, na semana que vem”, disse.

Veja os ministérios e órgãos contemplados:

  • Ministério da Agricultura: 440
  • Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet): 80
  • Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra): 742
  • Ministério da Educação: 220
  • Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): 50
  • Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): 50
  • Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): 100
  • Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio): 160
  • Ministério das Relações Exteriores: 100
  • Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): 120
  • Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro): 100
  • Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT): 100
  • Agência Nacional de Mineração (ANM): 24
  • Ministério de Minas e Energia: 30
  • Analista de infraestrutura: 300
  • Analista em Tecnologia da Informação: 300
  • Auditor-Fiscal do Trabalho: 900
  • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq): 50
  • Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam): 50
  • Ministério da Saúde: 220
  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): 300

Para a decisão de abertura de novas vagas, o governo afirma que levou em consideração alguns critérios:

  • Tempo desde o último edital de concurso público
  • Proporção entre o número de vagas e o número de cargos aprovados no órgão
  • Proporção de aposentadorias, nos próximos 5 anos, em relação ao total de vagas ocupadas
  • Perdas identificadas com base na ocupação máxima
  • Análise da estrutura do órgão, se houve mudança relevante, ou ampliação de atribuições
  • Nível de impacto imediato dos serviços para a população
  • Importância do órgão para as políticas prioritárias do governo, com a visão de futuro

Desde o início da gestão, alguns órgãos federais já haviam sido autorizados a realizar concursos públicos. Entre eles, estão: IBGE, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Relações Exteriores e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Ministério de Minas e Energia.

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