Por Estadão

Braço direito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, será o responsável por estruturar um plano de retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Se no segundo mandato de Lula a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), então chefe da Casa Civil, recebeu a alcunha de “mãe do PAC” por figurar como uma espécie de ”coordenadora” da empreitada, na volta do petista ao Palácio do Planalto a tarefa retorna novamente à alçada da pasta ligada à Presidência, sob o comando de Costa.
O ministro já discute com assessores como será o desenho do novo PAC. Ex-governador da Bahia, ele delegou à Subchefia de Articulação e Monitoramento a missão de produzir um levantamento de todas as obras paradas que estão inscritas no programa. Na prática, Costa já definiu alguns objetivos nessa área, que deve reativar construções inacabadas, além de erguer creches e moradias populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
O novo governo Lula, porém, ainda não definiu a quantidade de recursos que será destinada à reativação das obras. O ministro da Casa Civil tem dito que sua função na gestão do novo PAC será apenas de “cuidar dos investimentos” e definir as prioridades, pois, segundo ele, é impossível “coordenar 100% das ações de cada ministério”.
Rui Costa deve dar à Casa Civil perfil mais técnico do que político
“A Casa Civil não é executora do PAC, como não é executora do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Quem executa as obras do PAC, do PPI e as eventuais concessões públicas é cada pasta. Uma obra de aeroporto não é feita pela Casa Civil. É feita pelo Ministério de Portos e Aeroportos”, disse Costa em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira, 2.
Em seu discurso de posse no Congresso, Lula anunciou a volta do PAC com uma nova configuração, que deve privilegiar o diálogo com os governadores para definir as obras prioritárias. O presidente mencionou mais de 14 mil construções que teriam sido “irresponsavelmente paralisadas”. “Vamos retomar o Minha Casa Minha Vida e estruturar um novo PAC para gerar empregos na velocidade que o Brasil requer”, afirmou Lula.













