7 de setembro – Por Alex Barbosa

FONTE: Blog do Eloilton Cajuhy

Tudo começa algumas semanas antes com os preparativos para o desfile. A escolha de quem vai participar, das alas, dos porta-bandeiras e, principalmente, da banda marcial. Tocar na banda da escola é o ápice na vida de qualquer aluno. É como deixar de ser apenas uma criança e se tornar adulto.

Os maiores tocam o bumbo, outros o surdo e a caixa, as meninas ficam com os pratos, os meninos com a corneta, mas somente os melhores tocam o tarol, que é uma espécie de premiação por tudo de bom que você fez durante o ano.

Os ensaios da banda já são um evento por si só. É a oportunidade de ficar até mais tarde na escola, das brincadeiras, da resenha, da paquera. O aprender do toque e do ritmo, o pisar firme na hora da marcha, a saída pelas ruas da cidade e ver as pessoas nas portas de casa vendo a prévia do que irá acontecer no grande dia.

É 7 de setembro! Todos acordam cedo, alguns vestem a farda, outros fantasias, mas o pequeno e seleto grupo está de bamba, calça branca, camisa de manga comprida com detalhes com as cores do colégio e de luvinhas brancas.

A Praça Nova está lotada, mais parece dia de São João. Prefeito, vereadores, autoridades no palanque. Senhorinhas, senhores, jovens, crianças e pais com seus filhos no colo tentam encontrar a melhor posição para ver o desfile. Então, surge o Tiro de Guerra, com seu toque rápido e passos fortes passam numa rapidez encantadora. Vem a Sacramentinas, Isabel, Diocesano, Casinha, Estadual, Olga, Nova Geração, Escoteiros, Maçonaria, Lions, Círculo Operário.

É o dia da Pátria, da Independência do Brasil, mas também é o dia onde o bonfinense é mais feliz.

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