Hoje (14), lembramos com muita saudade da morte de Marinês. Por muitos anos honrou a música nordestina e, principalmente, as festas juninas.
Inês Caetano de Oliveira nasceu em São Vicente Férrer, PE, em 16 de novembro de 1935. Foi cantora de forró, baião e xaxado, entre outros ritmos.
Se consagrou como rainha do forró com o grupo Marinês e Sua Gente. Mas a música sempre fez parte da vida da família, uma vez que o pai dela era seresteiro e a mãe, cantora de igreja.
Quando participou de um programa de calouros numa rádio, acrescentou o Maria ao nome, para que seus pais não percebessem. O locutor, ao anunciá-la, chamou Marinês, nome que ela acabou adotando.
Nos anos 1950, junto com o marido, o sanfoneiro Abdias, e o zabumbeiro Cacau, formou a Patrulha de Choque do Rei do Baião, tocando nas cidades onde Luiz Gonzaga iria se apresentar, funcionando como uma espécie de palhinha dos shows do Rei do Baião.
Em 1956, gravou o primeiro disco, já como Marinês e sua Gente. No ano seguinte, acompanhou Luiz Gonzaga no Rio de Janeiro, se apresentando em programas de rádio. “Pisa na fulô” e “Peba na pimenta” foram alguns dos sucessos lançados pela cantora, que teve intensa produção até a separação de Abdias, na década de 1980. Sua discografia contabiliza cerca de 30 discos.
Marinês, que havia sofrido um acidente vascular cerebral no dia 5 de maio de 2007, morreu às 9h45 do dia 14, uma segunda-feira. A artista, de 71 anos, estava internada no Hospital Português, em Recife, onde se recuperava após sofrer o AVC em Caruaru.
Nos últimos dias antes de morrer, Marinês vinha fazendo fisioterapia e apresentava melhora discreta da condição de saúde. O AVC havia afetado o lado esquerdo da artista, provocando paralisia e dificuldade ao falar. O tratamento vinha sendo feito também com medicamentos.
Na época, o então Ministro da Cultura, Gilberto Gil, lançou uma nota lamentando a morte de Marinês:
“O Brasil perdeu hoje sua rainha do forró, nossa querida Marinês, a primeira grande cantora nordestina que aparece nos anos 50, inaugurando um ciclo de ouro da voz feminina na música do Nordeste.
Teve um papel extraordinário com profundas raízes na alma do povo brasileiro. Era uma pessoa muito próxima, cativante e autêntica, casada com Abdias, um grande sanfoneiro nordestino e filha de cangaceiro. Fez do forró sua alforria para a criação plena, enfrentando todos os preconceitos com sorriso largo, intenso, firme e verdadeiro.
Com as bênçãos do mestre Gonzaga, que a ajudou a colocar a voz feminina de uma forma decisiva nas canções brasileiras, Marinês parte e deixa conosco o testemunho da força da mulher brasileira. Nossa Maria Bonita da música nordestina”.
*O Globo e Wikipédia












