GENTE QUE FAZ HISTÓRIA: Hoje é aniversário de Paulo Silvino e Bemvindo Sequeira

Paulo Ricardo Campos Silvino nasceu no Rio de Janeiro em 27 de julho de 1939.

Paulo Silvino / Foto: Reprodução Google
Paulo Silvino / Foto: Reprodução Google

Ainda criança, frequentava estúdios de rádio e coxias de teatro, bastidores do trabalho do pai, o humorista e radialista Silvério Silvino Neto. Também mostrava talento para a música, revelado durante as aulas que tinha com a mãe, a pianista e professora Noêmia Campos Silvino. Paulo Silvino é pai dos atores Flávio Silvino e João Paulo Silvino.

A primeira performance profissional aconteceu em 1956. Anunciado como Paulo Ricardo, para evitar associações com o pai, cantou dois sucessos de Little Richards para a platéia do Programa César de Alencar, na Rádio Nacional. Durante a apresentação, rasgou as próprias roupas e, apoteoticamente, comeu o medalhão de “ouro” que estava usando, na verdade, um biscoito pintado de amarelo.

Em 1958, com o nome de Dickson Savana, apresentou-se junto com Erasmo Carlos e Eumir Deodato no Clube do Rock, programa comandado por Carlos Imperial na TV Tupi. No ano seguinte, agora sob a alcunha de Silvino Júnior, compôs e cantou a maioria das canções do disco Nova Geração em Ritmo de Samba, gravado com os amigos Altamiro Carrilho, Durval Ferreira e Eumir Deodato. Até o início dos anos 1960, gravou com vários outros artistas, como o cantor Sílvio César e os conjuntos Tamba Trio e Os Cariocas.

Em 1962, incentivado pelo amigo Gláucio Gil, Paulo Silvino escreveu um espetáculo teatral baseado na letra de Anjinho Bossa Nova, música que havia composto e gravado naquele ano com Os Cariocas. Com um elenco formado por amigos de infância e cenários emprestados de um espetáculo de Dercy Gonçalves, a peça foi um sucesso e marcou sua estreia como ator.

A carreira na televisão começou na TV Rio, em 1965, como apresentador do programa K Louros e Morenos, uma criação sua em que os participantes escolhiam o que iam cantar, mas só ficavam sabendo como seria a apresentação na hora, por sorteio.

Em setembro de 1966, Paulo Silvino fez sua estréia na Globo, apresentando o Canal 0, humorístico de meia-hora de duração que satirizava a programação das emissoras de TV. Em 1967, Paulo Silvino foi para a TV Excelsior, onde trabalhou no humorístico Hotel do Porteiro Doido, ao lado de comediantes como Castrinho, Consuelo Leandro, Renato Côrte Real, Tião Macalé e Otelo Zeloni. Em 1968, voltou à Globo e, durante três meses, apresentou o programa de variedades Porque Hoje é Sábado, ao lado de Lúcio Mauro, Grande Otelo e Dircinha Batista. No ano seguinte, integrou o elenco da primeira versão do humorístico Balança Mas Não Cai, com direção de Augusto César Vannucci.

Na década de 1970, o comediante trabalhou nos programas Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Uau, a Companhia (1972), Satiricom (1973) e Planeta dos Homens (1976). Deixou sua marca como intérprete de personagens lunáticos e criou bordões absurdos como “Ah, eu preciso tanto!”, “Eu gosto muito dessas coisas!”, “Guenta! Ele guenta!”, “Ah, aí tem!” e “Dá uma pegadinha!”.

Com a saída de Jô Soares da Globo em 1989, Paulo Silvino trabalhou durante um breve período como redator do Domingão do Faustão. Em 1990, foi para o SBT para apresentar o Condomínio Brasil, programa escrito por Max Nunes que, no entanto, não chegou a estrear. O comediante passou, então, a integrar o elenco de A Praça é Nossa e da Escolinha do Golias. Em 1993, voltou à Globo e trabalhou na Escolinha do Professor Raimundo. Em 1995, foi para TV Record, onde participou da Escolinha do Barulho.

Em 1997, de volta à Globo, fez uma breve participação na novela Zazá, de Lauro César Muniz. Desde 1999, atua no Zorra Total, humorístico dirigido por Maurício Sherman. Entre os vários tipos que já interpretou no programa, um dos mais famosos é Severino, porteiro da Globo que está sempre em dificuldades por servir de quebra-galhos para um diretor. Um dos bordões do personagem – “Meu negócio é conferir a cara e o crachá” – fez tanto sucesso que ele virou símbolo de uma campanha interna da emissora sobre a importância do uso do crachá pelos funcionários.

Paulo Silvino no papel do porteiro Severino do Zorra Total (Globo) Foto: Reprodução Google
Paulo Silvino no papel do porteiro Severino do Zorra Total (Globo) Foto: Reprodução Google

[*Depoimento concedido ao Memória Globo por Paulo Silvino em 06/06/2005.]

Bemvindo Pereira de Sequeira nasceu em Carangola, Minas Gerais, em 27 de julho de 1947. É ator, humorista, autor e diretor de teatro, cinema e televisão.

Bemvindo Sequeira / Foto: Reprodução Google
Bemvindo Sequeira / Foto: Reprodução Google

Atuou em mais de quarenta peças teatrais e na televisão ficou famoso por suas interpretações como “Bafo de Bode” na novela Tieta (Globo), e como “Zebedeu” na novela Mandacaru (TV Manchete). Também é lembrado o “Seu Brasilino”, papel que fez na Escolinha do Professor Raimundo.

Dirigente de Entidades Profissionais na área dos trabalhadores e de autores, possui curiosamente o Registro Profissional número 01 do Livro 01 às folhas 01, na Delegacia Regional do Trabalho – DRT BA. Ao lado de Lélia Abramo, Vanda Lacerda, e Otávio Augusto participou da elaboração da Lei 6533 que regulamentou a profissão de Artista e Técnico no Brasil. Foi o criador do moderno Teatro de Rua no Brasil em 1977 em Salvador. Publicou o livro “Humor, Graça e Comédia” pela editora Litteris.

No cinema, participou de Joana Angélica (1979), entre outros. Em 2006, participou do Tecendo o Saber, projeto educacional televiso do Instituto Paulo Freire, interpretando o Seu Celestino. Desde 2006, o ator é contratado da Rede Record. Seu trabalho mais recente foi como Novais na novela Máscaras. Também é blogueiro do R7, portal de notícias da Record, onde mantém o blog “Bemvindo Sequeira”.

Bemvindo Sequeira no papel de Zebedeu na novela Mandacaru da extinta TV Manchete / Foto: Reprodução Google
Bemvindo Sequeira no papel de Zebedeu na novela Mandacaru da extinta TV Manchete / Foto: Reprodução Google

*Filmow

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