
O tema já está batido, chato e repetitivo, mas o mistério segue sem uma resposta: afinal, por que o Vitória não consegue mais ganhar no Barradão? Para que esse assunto finalmente chegue ao fim e a história mude de curso, o rubro-negro precisa quebrar esse jejum. Uma boa oportunidade para isso é vencer o Atlético-PR, adversário desta quinta-feira (19), às 19h.
O torcedor pode até não ter fé em superstições, mas, na dúvida, não custa nada arriscar. O meia Yago conta que a torcida rubro-negra está empenhada em pedir uma forcinha extra para que a má fase em casa, finalmente, vá embora. Ele, por exemplo, tem recebido presentes inusitados. “É o que mais acontece, viu? Acontece bastante aqui. O pessoal gosta dessas superstições. No aeroporto mesmo, uma mulher entregou uma folha de arruda, um sal grosso. Mas isso aí a gente deixa para o torcedor. Temos que fazer o nosso trabalho dentro de campo”, comentou o atleta.
Com Vagner Mancini, o Vitória fez cinco jogos em casa: perdeu de Avaí, São Paulo e Sport, empatou com o Fluminense e ganhou da Ponte Preta. O aproveitamento é de 27%, próximo do geral do Leão como mandante na Série A, de 21%.
Os desfalques estão certos. Fernando Miguel, que chegou a ser escalado como titular na rodada passada e acabou vetado de última hora, ainda não se recuperou de uma inflamação na sola do pé e segue vetado. Além dele, estão fora o zagueiro Kanu, que trata uma inflamação no joelho, e o atacante Kieza, que se recupera de uma cirurgia. Por outro lado, André Lima, artilheiro do time no ano, com 13 gols, retorna de suspensão.

Na escola de Paulo Cézar Carpegiani, teoria e prática são lecionadas juntas. No Fazendão há 15 dias, o professor vem implantando a sua metodologia com o objetivo de fazer o Bahia passar em todas as provas do Brasileirão. Uma delas está agendada para hoje, às 20h, contra o Flamengo, no estádio da Ilha do Urubu. “A lição tem que estar na ponta da língua e tem que ser executada”, avisou o comandante.
Contra a equipe carioca, Carpegiani quer que seus alunos se posicionem melhor em campo. Atento aos erros cometidos por eles, o técnico não quer ver novamente as falhas cometidas durante o triunfo por 2×0 contra o líder Corinthians, no domingo passado, na Fonte Nova.
“Tenho aproveitado e observado a colocação. As duas oportunidades que o Corinthians teve aconteceram após muita desatenção. As duas oportunidades foram por um erro de posicionamento. Um erro inadmissível. São detalhes e essas coisas temos que corrigir”, avisou.
Carpegiani não poderá repetir o time. Com dor nas costas, o centroavante Rodrigão foi vetado pelo departamento médico tricolor e não viajou para o Rio de Janeiro. Ele deve retornar apenas no clássico contra o Vitória, domingo, na Fonte Nova. A tendência é que ele seja substituído por Mendoza, que volta a ficar à disposição do técnico tricolor. O atacante colombiano não pôde atuar contra o Corinthians por questões contratuais.
Apesar de não ter sido utilizado nos dois primeiros jogos de Carpegiani à frente do Bahia, Hernane também aparece como opção. O técnico, entretanto, não confirmou a escalação.
Com a entrada de Mendoza, Edigar Junio deverá ser o escolhido para atuar como centroavante, enquanto o meio de campo seria formado por Renê Júnior, Edson, Zé Rafael, Vinícius e Mendoza. Na defesa, Jean, Eduardo, Tiago, Lucas e Capixaba continuam.
*Correio da Bahia












