Senado pede ajuda da Organização Mundial da Saúde para mais vacinas

FONTE: Rádio Senado

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Um documento à Organização Mundial de Saúde pedindo mais vacinas para o Brasil foi enviado pela presidente da Comissão de Relações Exteriores, senadora Kátia Abreu, do PP do Tocantins, e o presidente da CRE na Câmara dos Deputados, Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais. Na carta, eles afirmam que o Brasil trava uma batalha contra o tempo e é preciso ajuda internacional para vencê-la.

A proposta é que haja um ajuste no cronograma do consórcio Covax Facility para que o Brasil receba antecipadamente as vacinas. Outra sugestão é que o país seja contemplado agora com as doses extras disponíveis no consórcio e devolva os imunizantes quando a produção nacional estiver avançada. Segundo Kátia Abreu, a classe política deve se mobilizar para conseguir o adiantamento.

“Com certeza, existe uma predisposição em nos ajudar, e é preciso que a classe política, que o Congresso Nacional sinalize, através de correspondência e também através de um call, de uma ligação, de uma reunião remota, a nossa necessidade de adiantar o estoque do consórcio da Covaxin para que nós possamos receber mais vacinas rapidamente”.

Kátia Abreu pediu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que entre em contato com o secretário geral das Nações Unidas, Antônio González, para reforçar o pedido.

“Nós temos 42 milhões de doses encomendadas, recebemos 1 milhão domingo, vamos receber 1,900 milhão de doses até o final deste mês, mas isso pode ser mudado com essa interferência, com esse trabalho diplomático. Eu tenho certeza de que V. Exa., com o seu prestígio, com a autoridade que o senhor tem hoje no País, em comunicação com o Sr. Antonio González, que conhece bem o Brasil, terá sucesso e terá avanço nesse ponto rapidamente”.

O Brasil contribuiu com 148 milhões de dólares para a Covax facility e optou pela menor taxa de cobertura permitida, de 10% dos brasileiros. O consórcio já distribuiu até o momento 30 milhões de doses para todo o mundo.

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