Papa Francisco destaca a importância de ‘estender as mãos aos pobres’ durante e após pandemia

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Pontífice voltou a homenagear médicos, enfermeiros, farmacêuticos, voluntários e padres que se dedicaram ao combate da Covid-19

Por RFI

Papa Francisco participa de audiência geral semanal na Biblioteca do Palácio Apostólico do Vaticano, na quarta-feira (10) — Foto: Mídia Vaticano/ Reuters

O Papa Francisco convida a humanidade, em uma mensagem publicada neste sábado (13), a “estender as mãos aos pobres”, criticando o “cinismo” e a “indiferença” daqueles que tiram fortunas de seus computadores ou ficam mais ricos vendendo armas e drogas.

“Nestes meses em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que causou dor e morte, angústia e perplexidade, quantas mãos estendidas pudemos ver”, exaltou o papa em uma mensagem destinada ao Dia Mundial dos Pobres, 15 de novembro.

Prestando homenagem novamente aos médicos, enfermeiros, farmacêuticos, voluntários ou padres que se dedicaram à linha de frente com o risco de suas vidas durante a pandemia, o papa considerou que eles “desafiaram o contágio e o medo para trazer apoio e consolo”.

Uma generosidade à qual ele opõe “aqueles que mantêm as mãos nos bolsos e não se deixam tocar pela pobreza, que muitas vezes são cúmplices”.

“Indiferença e cinismo são o alimento diário”, disse o papa, referindo-se às “mãos que tocam rapidamente o teclado de um computador para transferir dinheiro de uma parte do mundo para outra, decretando a riqueza das oligarquias e a miséria das multidões ou a falência de nações inteiras” ou “mãos estendidas para acumular dinheiro com a venda de armas que outras mãos, mesmo as de crianças, usarão para semear morte e pobreza”.

O pontífice soberano argentino colocou no mesmo patamar traficantes de drogas que vivem no luxo, pessoas corruptas ou legisladores que não impõem suas próprias leis.

Por outro lado, “a generosidade que apóia os fracos” constitui “a condição de uma vida totalmente humana”, insiste o Papa. Mesmo que ele reconheça que “a Igreja não tem soluções globais para oferecer diante dos gritos silenciosos de muitas pessoas pobres”.

No dia 3 de junho, em sua audiência semanal no Vaticano, o papa homenageou George Floyd, o afro-americano de 46 anos morto em 25 de maio em Minneapolis por um policial branco. Sua morte se tornou um símbolo de violência policial e despertou indignação mundial sem precedentes.

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